Tarcísio, um dia após a data que dá visibilidade ao Autismo, assinou decreto que autoriza famílias de crianças atípicas a terem cuidadores nas escolas estaduais do estado. Deveria ser algo a ser comemorado, um avanço, mas não é.
O decreto dá às famílias atípicas, e não todas, já que restringe a atipia, a possibilidade de ter um acompanhante dentro da escola, pode ser um profissional ou alguém da família. Não é alguém para o acompanhamento escolar e sim que o auxilie nas ações cotidianas, como ir ao banheiro, por exemplo. Além disso, no caso de um profissional contratado, o decreto frisa que os encargos são da família do aluno.
A discussão em torno da necessidade da inclusão nas escolas é extensa e o Estado faz de tudo para se eximir de responsabilidades, já que infringe a Lei Brasileira de Inclusão, de 2015, que responsabiliza o Estado por dispor das condições necessárias para acesso, participação e aprendizagem do atípico.
Essa é mais uma manobra do Tarcísio para transferir às famílias a responsabilidade que é de direito delas e de dever do Estado. Além disso, a grande e esmagadora maioria das famílias atípicas não dispõem de recursos para custear tal ação.
Que o Estado assuma a responsabilidade pela inclusão e contrate profissionais competentes para auxiliar cotidianamente e pedagogicamente os alunos atípicos.
A luta por inclusão real e para todos continua!