No dia 02 de maio de 1997, o Brasil perdia um dos seus maiores pensadores. Paulo Reglus Neves Freire foi um filósofo, educador, pesquisador e escritor brasileiro. Autor de quase 40 livros, é um dos mais citados em trabalhos acadêmicos na área de humanidades no mundo. Além disso, ocupou diversos cargos, como o de secretário de educação da cidade de São Paulo, durante o governo de Luiza Erundina. Desde 2012, é considerado o patrono da educação brasileira.
Paulo Freire defendia que a educação não só transmitisse conhecimento, mas também fosse uma ferramenta de transformação social, criticando a abordagem tradicional que via o professor como detentor absoluto do saber e o aluno mero recebedor desses conhecimentos. Ele propunha uma educação libertadora, crítica e problematizadora, através da qual os oprimidos pudessem transcender sua condição sem adotar os comportamentos opressivos dos seus algozes.
Apesar de sua importância, seu legado tem sido constantemente atacado por setores políticos e ideológicos de extrema direita, que distorcem suas ideias e ignoram seu compromisso fundamental com a justiça social e a igualdade. São esses os mesmos setores que defendem o “Novo Ensino Médio”, que se traduz num ataque ao pensamento crítico e uma educação voltada apenas para o mercado, que tem como objetivo formar força de trabalho barata.
Para transformar nosso país, precisamos derrubar o NEM e lutarmos por uma educação crítica e problematizadora, que conduza à emancipação, assim como defendia Freire.
“Seria uma atitude ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que proporcionasse às classes dominadas perceberem as injustiças sociais de maneira crítica.” (Paulo Freire)