A data nos convida a refletir sobre a preservação das tradições originárias e o combate a toda e qualquer forma de violência contra as comunidades tradicionais, que sofrem diariamente com o avanço predatório do agronegócio.
A tradição e a cultura dos povos indígenas, dentro do sistema em que vivemos, são sistematicamente ignoradas em nome do lucro dos grandes proprietários de terra, que invadem territórios originários e massacram comunidades para expandir seus impérios.
No início de abril, o indígena pataxó João Calestino Lima Filho, de 50 anos, foi brutalmente assassinado em mais um conflito na Bahia. A violência extrema, prática recorrente do agronegócio brasileiro, continua a ocorrer e não aceitaremos que absurdos assim sigam acontecendo!
Mesmo com avanços na representação indígena nas esferas governamentais, a realidade concreta ainda é de ataques constantes aos povos originários. O dia de hoje deve ser um chamado às mobilizações e às lutas populares! Pressionar o poder público, proteger os territórios e garantir os direitos dos povos indígenas deve ser o nosso horizonte.
É urgente a demarcação de terras indígenas, de forma que respeite verdadeiramente as comunidades, preserve seus modos de vida e ponha fim à violência que insiste em perpetuar o genocídio indígena em nome do lucro.
Só a luta muda a vida!