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Massacre de Eldorado do Carajás

Há 29 anos, em 17 de abril de 1996, o Brasil vivia um de seus capítulos mais sombrios: o Massacre de Eldorado do Carajás: uma terrível chacina perpetrada pela Polícia Militar do estado do Pará.

Cerca de 155 policiais militares, sob ordens de Almir Gabriel (PSDB), então governador do estado, realizaram o ataque para atender aos interesses dos latifundiários ligados ao agronegócio. O resultado foi a execução de 21 trabalhadores rurais sem terra que apenas protestavam por seus direitos básicos e pela reforma agrária, na cidade de Eldorado do Carajás.

O uso da violência policial contra trabalhadores é um dos instrumentos históricos de repressão das elites contra a classe trabalhadora, buscando apenas suprimir ações e manifestações populares.

Hoje, o Brasil ainda não realizou sequer uma reforma agrária efetiva. A terra segue concentrada nas mãos de poucos, favorecendo o agronegócio e mantendo vastas áreas improdutivas. A luta segue viva por uma reforma agrária popular, liderada por movimentos sociais como o MST e tantos outros.

A cada dia, torna-se mais evidente a urgência de derrubar o poder do agro na conjuntura da crise climática, de frear o desmatamento que acelera a emergência ambiental. É preciso deixar de exportar soja para, de fato, produzir comida para o povo, que deve ser soberano! Só a luta muda a vida!

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