O dia 18 de maio marca uma das lutas mais importantes para a saúde pública contemporânea: a Luta Antimanicomial. Mais do que uma data, esse dia é um grito da sociedade contra um sistema que, em nome de um “cuidado” disfarçado, ainda isola e exclui de forma violenta parte de nosso povo.
A data rememora um movimento construído pelo povo, que, nos anos 1980, denunciava as práticas desumanas dentro dos manicômios brasileiros. Foi a partir dessa mobilização que se iniciou a construção de uma nova política de saúde mental, centrada na liberdade, na humanidade e no cuidado. No Brasil, essa luta resultou na criação dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) e no fechamento progressivo dos hospitais psiquiátricos.
Nos últimos anos, porém, as ameaças aos direitos no campo da saúde mental têm se ampliado. Diversos retrocessos, impulsionados por setores da extrema direita, reforçaram a lógica do aprisionamento, criminalizaram a defesa dos direitos humanos e moralizaram o debate público, afastando-o do compromisso com a vida e a dignidade.
É preciso afirmar: saúde mental se constrói com políticas públicas, com vínculo social, com amor e com cuidado. Neste 18 de maio, seguimos em unidade, ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde mental e de todas as pessoas que necessitam desse serviço. Não aceitaremos retrocessos. Nenhum direito a menos! Só a luta muda a vida!