O assédio moral no ambiente de trabalho é um tipo de violência silenciada que compromete a saúde mental e pode levar até à morte.
Entre 2020 e 2024, mais de 450 mil processos relacionados ao assédio moral foram julgados em todo o país, mostrando a dimensão crescente desse problema. Apenas em 2024, foram registrados mais de 116 mil novos casos, um aumento significativo em relação aos anos anteriores, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça.
Os efeitos do assédio vão muito além do desgaste emocional. Ele pode desencadear doenças graves, como a síndrome de burnout, e, em situações extremas, levar ao falecimento ou até ao su1cíd10. O trágico caso da professora Silvaneide Monteiro Andrade, do Paraná, que sofreu um infarto fulminante após ser pressionada e cobrada em uma reunião na escola onde trabalhava, evidencia a urgência de enfrentarmos essa realidade.
Proteger a saúde mental significa garantir ambientes de trabalho dignos, com valorização real, redução das jornadas e políticas eficazes de combate ao assédio. É também fundamental investimento público em serviços especializados, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem cuidado e acolhimento a quem precisa.
Não podemos mais permitir que trabalhadores sejam submetidos à humilhação e à pressão a ponto de perder a saúde e até a vida. É urgente construir espaços de trabalho seguros, respeitosos e humanos para todas e todos. Se você está sofrendo com assédio, não aceite calado. Denuncie! Procure o sindicato.
Só a luta muda a vida!