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2025 Publicação

Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Neste 25 de julho, celebramos o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, data instituída em 1992 durante o 1º Encontro de Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas, com o objetivo de denunciar o racismo e o machismo.

No Brasil, desde 2014, a data também marca o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, uma homenagem à Rainha Tereza, importante liderança do século XVIII. Conhecida como Rainha do Quilombo do Quariterê, um dos maiores da região Centro-Oeste, Tereza liderou uma resistência que durou quase vinte anos contra as forças coloniais. Seu legado se tornou símbolo de resistência, liderança e luta contra a escravização.

Hoje, as mulheres negras são a maior parte da população e chefiam a maioria das famílias brasileiras. Segundo o DIEESE, 50,8% dos lares do país são chefiados por mulheres, e 56,5% desses lares são liderados por mulheres negras. Ainda assim, elas continuam sendo as principais vítimas de violências sociais, desigualdades salariais, entre outros.

As mulheres negras também são as que mais sofrem com a injustiça tributária existente no Brasil, de acordo com um recente relatório da Oxfam Brasil. Os dados mostram que as mulheres negras e pobres pagam, proporcionalmente, três vezes mais impostos do que os super-ricos. A pesquisa ainda revela que 65% dos lares mais pobres são chefiados por mulheres negras.

Essa realidade só mudará com o enfrentamento do racismo, do machismo, da injustiça tributária e ao modelo econômico que marginaliza o povo. Por isso, é essencial fortalecer as lutas feministas e antirracistas, guiadas por uma perspectiva anticapitalista e emancipadora.

Celebramos o legado da Rainha Tereza de Benguela e de todas as mulheres negras que seguem lutando, todos os dias, por liberdade, justiça e direitos. Só a luta muda a vida!

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