Hoje celebramos o nascimento de Frida Kahlo, artista, lutadora e uma esperançosa por um mundo melhor, que transformou a dor em luta e a arte em instrumento da batalha política.
Enfrentou a poliomielite desde criança, se tornando uma mulher com deficiência e sobreviveu a um grave acidente na juventude que a deixou por muito tempo entre os hospitais e camas. Mesmo assim, recusou a piedade e o silêncio. Pintou seu corpo ferido, suas contradições, seus desejos e suas revoltas, não para agradar, mas para confrontar um mundo que oprime e tenta apagar tudo que foge dos padrões estabelecidos pela classe dominante.
A vida de Frida foi marcada pela luta feminista, comunista e anticolonial. Viveu sua sexualidade com liberdade e desafiou os papéis impostos às mulheres. Questionou a maternidade como destino, rejeitando a lógica patriarcal imposta pela sociedade e colocando sua arte como instrumento revolucionário de questionamento das estruturas machistas
Frida não cabia nas molduras do seu tempo e não cabe nas versões domesticadas que tentam vendê-la hoje. Seu legado pulsa nas lutas das mulheres, das pessoas com deficiência, dos corpos dissidentes, das populações que até hoje resistem contra as tentativas brutais de apagamento e invisibilização. Frida não é lembrança, é presença constante. Sua arte continua sendo um grito. Sua vida, um ato político.
Frida vive — na rebeldia, na coragem e em toda mulher que resiste. Só a luta muda a vida!