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2025 Publicação

Há 143 anos morria Luiz Gama

Há 143 anos morria Luiz Gama, o Patrono da Abolição da Escravidão no Brasil. Nascido em 21 de junho de 1830, em Salvador (BA), ele era filho da ex-escravizada Luíza Mahin e de um fidalgo português branco. Quando tinha apenas oito anos de idade, Luiz Gama foi vendido como escravo pelo próprio pai, vivendo na pele a brutalidade que marca a história do povo negro no Brasil.

Luiz Gama herdou de sua mãe, a revolucionária Luíza Mahin, participante da Revolta dos Malês (1835) e da Sabinada (1837), a coragem para enfrentar a escravidão e as classes dominantes. Autodidata, conquistou judicialmente sua liberdade aos 17 anos e, mais tarde, tornou-se advogado. Apaixonado por letras e pelo Direito, chegou a se candidatar a uma vaga na Faculdade do Largo de São Francisco, mas foi recusado por ser negro. Ainda assim, frequentou a instituição como ouvinte por um breve período e seguiu estudando por conta própria.

Com sua dedicação e um profundo senso de justiça, libertou mais de 500 pessoas escravizadas ao longo da vida. Também foi poeta, professor, jornalista combativo e satírico, sempre fiel ao fato, mas sem deixar de denunciar a hipocrisia das classes dominantes. Luiz Gama morreu em 24 de agosto de 1882, deixando como legado para as gerações futuras sua determinação e abnegação na luta abolicionista.

Hoje, mais de um século depois de sua morte, o Brasil continua marcado pela superexploração da força de trabalho, pela desigualdade e pela violência contra a população negra e pobre. As classes dominantes seguem acumulando riquezas, enquanto a maioria luta para sobreviver.

Celebramos o legado de Luiz Gama, reforçando que enfrentar qualquer tipo de opressão é necessário e exige coragem, organização e a convicção de que a liberdade não é concedida: ela é conquistada. Só a luta muda a vida!

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