Anas al-Sharif, principal voz palestina da Al-Jazeera na denúncia do genocídio em Gaza, foi assassinado por Israel neste domingo (10), junto a cinco colegas jornalistas, no bombardeio de uma tenda próxima ao Hospital Al-Shifa. Israel admitiu que o ataque foi intencional e que tinha como alvo principal Anas al-Sharif, que era perseguido há meses por expor a fome imposta pelo cerco israelense e por registrar, com imagens e relatos impactantes, as atrocidades cometidas contra o povo palestino.
O assassinato desses jornalistas é mais do que um ataque contra indivíduos: é um ataque deliberado à verdade e ao direito do mundo de saber o que está acontecendo em Gaza. Ao eliminar aqueles que registram o massacre, Israel busca apagar as provas e a memória de seus crimes. O mundo não pode se calar diante de um genocídio que já matou milhares de palestinos, destruiu cidades inteiras e transformou Gaza em uma prisão a céu aberto.
A solidariedade internacional deve se mostrar firme. O Brasil precisa romper totalmente as relações diplomáticas, comerciais e militares com Israel, que insiste em desafiar o direito internacional e os princípios mais básicos da humanidade. Em memória de Anas al-Sharif, de seus colegas assassinados e de cada palestino morto, é hora de transformar indignação em ação. Pela Palestina livre, do rio ao mar. Só a luta muda a vida!