No Brasil, trabalhar seis dias e descansar apenas um virou regra, quase como se fosse natural. A escala 6×1 movimenta lucros para poucos e espalha cansaço para muitos, sobretudo para a população negra e para as mulheres.
Os números não mentem. Dados da Rais de 2023, do Ministério do Trabalho, aponta que 33,5 milhões de pessoas cumprem 44 horas semanais, cerca de 70% dos empregos formais. Pela CLT, isso significa 8 horas por dia, seis dias por semana.
A desigualdade é gritante: segundo a PNAD Contínua, negras e negros predominam nas jornadas mais longas e recebem os menores salários. E, de acordo com a Lagom Data, 82% dos trabalhadores do comércio e serviços nessa escala ganham menos de dois salários mínimos, percentual que chega a 90% quando falamos de mulheres negras.
Com a plataformização do trabalho, a exploração vai além. Entregadores, motoristas e outros profissionais de aplicativos enfrentam a escala 7×0, onde o descanso se torna luxo e o relógio nunca para.
Para muitas mulheres, o único dia “livre” é tomado por tarefas não remuneradas: cozinhar, limpar, cuidar de filhos, idosos e doentes. É o trabalho invisível que mantém as desigualdades históricas e rouba o direito ao lazer, ao estudo, à saúde e ao descanso.
Romper com a escala 6×1 é mais que alterar um calendário, é devolver tempo e dignidade à classe trabalhadora. Modelos como a jornada 4×3, sem redução de salários, aumentam o valor da hora e devolvem aquilo que foi negado por séculos: tempo para viver.
Por isso, o Plebiscito Popular é fundamental. É a chance de transformar indignação em voto e voto em força coletiva, para conquistar o direito de viver para além do trabalho.
A votação está aberta a toda população e acontece presencialmente na sede do SSPV:
Rua Dr. Aníbal Lélis de Miranda, 140 – Centro, Vinhedo – SP.
Não pode comparecer? Vote online em plebiscitopopular.votabem.com.br/?id=10495OD8219
✊🏾 Vote no Plebiscito Popular. Vote pela classe trabalhadora. Só a luta muda a vida!