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36 anos sem Chico Mendes

No dia 22 de dezembro de 1988, o Brasil perdia o grande ambientalista, sindicalista e militante, Chico Mendes. Ele foi brutalmente assassinado a tiros no fundo da sua casa, a mando de um dos maiores grileiros de terras de sua região. Chico foi um grande defensor da floresta Amazônica e argumentava que os benefícios de manter a floresta em pé para os seringueiros e população local era muito superior aos lucros buscados pelos grileiros e madeireiros ao derrubar as florestas.

Em 28 de agosto de 2007, foi criado em sua homenagem o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e que integra o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), que tem como objetivo defender a biodiversidade brasileira e executar programas de pesquisa e proteção ambiental.

Nos últimos anos, o instituto tem sofrido um intenso processo de sucateamento. Durante o governo Bolsonaro, foram feitos grandes cortes no orçamento do ICMBio, reduzindo e impossibilitando as suas ações de preservação da biodiversidade brasileira. Além disso, recentemente ocorreu uma greve que reivindicava a recomposição orçamentária e reajuste salarial cortados pelo governo Bolsonaro. Os grevistas não tiveram suas reivindicações atendidas, o que resultou em uma paralisação de meses.

A memória de luta e vida de Chico Mendes deve ser resgatada, como um instrumento da luta popular pelos direitos da natureza, contra os latifundiários e grandes empresas, por um futuro ecológico, justo e igualitário.

Viva nossas florestas! Viva Chico Mendes! Só a luta muda a vida!

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