Hoje, 28 de maio, é o Dia Internacional da Dignidade Menstrual, uma data para reforçarmos a importância da luta contra a pobreza menstrual e em defesa dos direitos das pessoas que menstruam.
A pobreza menstrual afeta milhões de pessoas em todo o mundo e se caracteriza pela falta de acesso a itens de higiene, infraestrutura adequada e informações sobre o tema, comprometendo a dignidade e a saúde menstrual. Desde 2014, a ONU considera o acesso à higiene menstrual um direito que precisa ser tratado como uma questão de saúde pública e de direitos humanos.
A falta de dignidade menstrual é uma violação de direitos que afeta a vida de quem menstrua em diversos aspectos. Sem acesso a itens adequados, muitas pessoas recorrem a alternativas improvisadas, como panos ou jornais, o que pode provocar alergias, irritações e até infecções graves. Além disso, a situação afeta a saúde mental, em função do estresse, desconforto e discriminação, levando, muitas vezes, à evasão escolar ou a problemas no trabalho.
Embora ainda negligenciada e tratada como tabu, a questão menstrual começou a receber maior atenção no Governo Lula, que, em 2023, criou o Programa de Proteção e Promoção da Dignidade Menstrual. Implementado em 2024, o programa beneficiou, só no ano passado, mais de 2,1 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade ou de baixa renda em todo o Brasil, com a distribuição de absorventes por meio do programa Farmácia Popular.
Neste 28 de maio, precisamos seguir lutando pela criação e implementação de ações amplas, como melhorias no saneamento, na infraestrutura escolar e no acesso à informação, além de promover políticas públicas inclusivas para todas as pessoas que menstruam.
Só a luta muda a vida!