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2025 Publicação

Pagu, 115 anos

Hoje, 9 de junho, é dia de celebrar a coragem, a luta e o legado da escritora, poetisa, diretora, jornalista e militante comunista brasileira Patrícia Galvão, a Pagu. Nascida no dia 9 de junho de 1910, na cidade de Santos e criada em uma família conservadora, Pagu desafiou, desde muito jovem, as convenções sociais e as estruturas de poder. Teve atuação marcante na luta contra a repressão da ditadura Vargas e, ao lado de tantas outras mulheres, abriu espaço para a presença feminina na política.

Pagu participou da organização da histórica greve dos estivadores de Santos, em 1931, uma das mais emblemáticas mobilizações de trabalhadores do período. Militante comunista, atuou intensamente na defesa dos direitos da classe trabalhadora e das mulheres.

Por sua militância política e cultural, enfrentou a implacável perseguição do Estado brasileiro, sendo presa 23 vezes e tornando-se a primeira mulher brasileira a ser encarcerada por motivação política. Durante a ditadura de Getúlio Vargas, passou cerca de cinco anos entre prisões e detenções arbitrárias, sendo torturada e vigiada de perto pelos órgãos de repressão. Por sua atuação e coragem, Pagu se tornou um símbolo e uma referência para gerações de socialistas, feministas e trabalhadores.

Neste momento em que enfrentamos o avanço da extrema direita e do autoritarismo, precisamos resgatar a memória de pessoas como Pagu, que dedicaram sua vida à luta contra todo tipo de opressão. Inspirados por sua valentia e seu comprometimento com as causas da classe trabalhadora, seguimos na luta pelo socialismo.

Viva Patrícia Galvão! Só a luta muda a vida!

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