É comum ouvirmos que o Brasil lidera o ranking de países com maior carga tributária, mas não é exatamente isso. O real problema está na profunda desigualdade do sistema tributário brasileiro, que faz com que os mais pobres paguem, proporcionalmente, muito mais impostos do que os mais ricos.
Estudo da Oxfam Brasil, apontou que a população mais pobre do país paga, proporcionalmente, três vezes mais impostos que os super-ricos. Isso ocorre porque, diferente de muitos países do Norte Global, que cobram mais sobre renda e patrimônio, o Brasil concentra a arrecadação em impostos sobre o consumo, o que prejudica os mais pobres, que gastam cerca de 70% da sua renda ao consumo de bens e serviços essenciais.
Enquanto os mais pobres são penalizados pelos impostos sobre o consumo, os mais ricos são favorecidos pela falta de tributação sobre heranças, propriedades, lucros e dividendos. A carga tributária sobre salários e ganhos de capital no Brasil é significativamente menor: apenas 3%, enquanto a média nos países da OCDE é de 9%.
A desigualdade social no país precisa ser combatida urgentemente e isso passa por enfrentar um de seus pilares: a injustiça fiscal. Essa batalha vai além da economia: ela é uma luta de classe, uma questão de direitos humanos e de combate às desigualdades. Não podemos continuar pagando essa conta calados, enquanto os mais ricos se beneficiam com as isenções sobre lucros e dividendos, incentivos fiscais e ausência de tributação sobre grandes patrimônios.
Por isso, é tão importante aumentarmos a mobilização popular e a pressão sobre a maioria do Congresso, que tem barrado o andamento do projeto do governo Lula de isenção do IR para quem ganha até R$5 mil. Participe do Plebiscito Popular e fortaleça essa luta.
Justiça tributária já! Só a luta muda a vida!