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2025 Publicação

Somos 99%

Quem acorda cedo para fazer o nosso país andar, em sua maioria, sofre com baixíssimos salários, pagando muito imposto e com escalas desumanas como a 6×1. No Brasil, menos de 1% da população, os super-ricos, acumulam grandes fortunas a partir da exploração do trabalhador e pagam quase nada ou nada de imposto, segundo dados da Receita Federal de 2023. Cerca de 141 mil pessoas que ganham mais de R$ 600 mil por ano conseguem driblar a justiça fiscal, pagando menos ou nenhum imposto, enquanto os outros 99%, que ganha menos e rala mais, paga a conta deixada pelos 1%.

Apesar da publicização de uma reforma justa e progressiva, que acabaria com as distorções, o parecer do deputado Arthur Lira (PP-AL) mantém brechas que seguem blindando os super-ricos. Fundos como o Fiagro e investimentos enviados ao exterior seguem com significativas isenções para blindar os super-ricos. Como alertou o economista André Aranha (UFRJ), esses pontos mantidos por Arthur Lira são propositais, fazem parte de uma estratégia de manutenção de privilégios. É inadmissível que, em nome dos interesses do agronegócio e do capital especulativo, siga tendo privilégios quem mais pode e deve contribuir. Essa reforma, como está, não trará justiça tributária, irá enganar nossa gente e manter os privilégios e desigualdades.

Já cansamos disso, precisamos mudar esse cenário: com uma reforma progressiva que isente quem ganha até R$ 5 mil e cobre de forma justa e cobre a diferença de quem acumula grandes fortunas, com taxação de dividendos milionários e combate às manobras que permitem aos super-ricos fugirem da justiça tributária. É fundamental enfrentar os privilégios para acabar com a desigualdade tributária.

Assine o abaixo-assinado “Somos 99%” e fortaleça essa luta por justiça tributária e dignidade para a maioria. Só a luta muda a vida!

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