A situação humanitária em Gaza chegou a um nível extremo. Nos últimos 50 dias, mais de 500 mil pessoas passaram fome e ao menos 204 palestinos morreram de inanição desde 1º de julho, entre eles, 51 crianças.
Na última sexta (22), a ONU declarou oficialmente fome generalizada em Gaza, reunindo dados do Ministério da Saúde palestino e de agências humanitárias. O relatório aponta que a tragédia é resultado direto do bloqueio imposto por Israel, que controla totalmente a entrada de alimentos e medicamentos. Desde 19 de maio, a ajuda humanitária foi reduzida ao mínimo, enquanto mais de 13 mil crianças com desnutrição aguda foram internadas apenas em julho, o dobro do mês anterior.
A Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC), considerada o principal termômetro mundial da fome, colocou Gaza no nível mais grave, a Fase 5. A estimativa é que até setembro o número de palestinos em situação de fome chegue a 641 mil pessoas.
Israel usa a fome como arma de genocídio. Após o fim do cessar-fogo em fevereiro, entregou a distribuição de alimentos a uma empresa estadunidense inexperiente, reduzindo os pontos de acesso de 400 para apenas 4. Isso obriga multidões a caminhar quilômetros sob risco de serem atacadas, e já resultou em milhares de mortos e feridos.
O mundo não pode assistir passivamente a esse massacre. É preciso responsabilizar Israel por seus crimes e exigir o fim imediato dos ataques em Gaza. O povo palestino precisa de nossa ajuda.
Só a luta muda a vida!