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Soberania não se vende, se defende!

O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras, que são importantes para o desenvolvimento tecnológico e energético, por conta de seus minerais estratégicos. Nossa reserva representa 25% das reservas mundiais, essenciais para produzir baterias, turbinas eólicas, painéis solares, carros elétricos, satélites, equipamentos médicos e militares, inclusive o celular ou computador que você está usando para ler esta legenda.

Eduardo Bolsonaro que segue nos EUA e a família Bolsonaro, seguem conspirando e articulando contra o Brasil e defendendo os interesses do imperialismo estadunidense. Trump impôs o tarifaço de 50% a diversos produtos brasileiros e segue sendo defendido pelos bolsonaristas. Esse alinhamento da extrema direita brasileira é importante para os EUA avançar sobre nossas riquezas estratégicas.

Enquanto isso, a China, o maior exportador de terras raras demonstrou sua determinação ao impor restrições às exportações de terras raras para os Estados Unidos, usando esses minerais na disputa comercial com Trump.

O Brasil precisa ser firme! É importante garantir o monopólio da União, investir em tecnologia, refino e industrialização, para que nossas terras raras gerem empregos, ciência e desenvolvimento para o povo brasileiro. Soberania não se negocia! Fora Trump! Fora os conspiradores e traidores da pátria!

Assine nosso manifesto em defesa das Terras Raras: bit.ly/TerrasRarasBR

Só a luta muda a vida!

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Greve geral em Israel contra Netanyahu

Uma poderosa greve geral paralisou Israel em repúdio à escalada da ofensiva em Gaza. Nas ruas, milhares de pessoas bloquearam avenidas e ocuparam áreas em frente a prédios do governo, exigindo a interrupção imediata dos ataques.

Convocada por familiares de reféns e lideranças oposicionistas, a mobilização denuncia o projeto de Benjamin Netanyahu de efetivar a ocupação completa de Gaza. O plano prevê a expulsão de até 1 milhão de palestinos, com a intenção explícita de esvaziar o território em dois meses.

De acordo com as autoridades de saúde locais, já são mais de 60 mil palestinos mortos — número que pode ser ainda mais alto quando incluídas as vítimas da fome, das doenças e da ausência de cuidados médicos. É urgente deter esse massacre. O mundo não pode se calar diante de um genocídio em curso. Só a luta muda a vida!

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Quem move a economia é quem mais sofre!

No Brasil, trabalhar seis dias e descansar apenas um virou regra, quase como se fosse natural. A escala 6×1 movimenta lucros para poucos e espalha cansaço para muitos, sobretudo para a população negra e para as mulheres.

Os números não mentem. Dados da Rais de 2023, do Ministério do Trabalho, aponta que 33,5 milhões de pessoas cumprem 44 horas semanais, cerca de 70% dos empregos formais. Pela CLT, isso significa 8 horas por dia, seis dias por semana.

A desigualdade é gritante: segundo a PNAD Contínua, negras e negros predominam nas jornadas mais longas e recebem os menores salários. E, de acordo com a Lagom Data, 82% dos trabalhadores do comércio e serviços nessa escala ganham menos de dois salários mínimos, percentual que chega a 90% quando falamos de mulheres negras.

Com a plataformização do trabalho, a exploração vai além. Entregadores, motoristas e outros profissionais de aplicativos enfrentam a escala 7×0, onde o descanso se torna luxo e o relógio nunca para.

Para muitas mulheres, o único dia “livre” é tomado por tarefas não remuneradas: cozinhar, limpar, cuidar de filhos, idosos e doentes. É o trabalho invisível que mantém as desigualdades históricas e rouba o direito ao lazer, ao estudo, à saúde e ao descanso.

Romper com a escala 6×1 é mais que alterar um calendário, é devolver tempo e dignidade à classe trabalhadora. Modelos como a jornada 4×3, sem redução de salários, aumentam o valor da hora e devolvem aquilo que foi negado por séculos: tempo para viver.

Por isso, o Plebiscito Popular é fundamental. É a chance de transformar indignação em voto e voto em força coletiva, para conquistar o direito de viver para além do trabalho.

A votação está aberta a toda população e acontece presencialmente na sede do SSPV:
Rua Dr. Aníbal Lélis de Miranda, 140 – Centro, Vinhedo – SP.

Não pode comparecer? Vote online em plebiscitopopular.votabem.com.br/?id=10495OD8219

✊🏾 Vote no Plebiscito Popular. Vote pela classe trabalhadora. Só a luta muda a vida!

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Israel quer calar a imprensa

Anas al-Sharif, principal voz palestina da Al-Jazeera na denúncia do genocídio em Gaza, foi assassinado por Israel neste domingo (10), junto a cinco colegas jornalistas, no bombardeio de uma tenda próxima ao Hospital Al-Shifa. Israel admitiu que o ataque foi intencional e que tinha como alvo principal Anas al-Sharif, que era perseguido há meses por expor a fome imposta pelo cerco israelense e por registrar, com imagens e relatos impactantes, as atrocidades cometidas contra o povo palestino.

O assassinato desses jornalistas é mais do que um ataque contra indivíduos: é um ataque deliberado à verdade e ao direito do mundo de saber o que está acontecendo em Gaza. Ao eliminar aqueles que registram o massacre, Israel busca apagar as provas e a memória de seus crimes. O mundo não pode se calar diante de um genocídio que já matou milhares de palestinos, destruiu cidades inteiras e transformou Gaza em uma prisão a céu aberto.

A solidariedade internacional deve se mostrar firme. O Brasil precisa romper totalmente as relações diplomáticas, comerciais e militares com Israel, que insiste em desafiar o direito internacional e os princípios mais básicos da humanidade. Em memória de Anas al-Sharif, de seus colegas assassinados e de cada palestino morto, é hora de transformar indignação em ação. Pela Palestina livre, do rio ao mar. Só a luta muda a vida!

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Revolta dos Búzios

Em agosto de 1798, Salvador foi cenário de um dos levantes mais ousados contra a escravidão e a desigualdade no Brasil colonial: a Revolta dos Búzios, ou Conjuração Baiana. Inspirados pelas ideias iluministas da Revolução Francesa, trabalhadores, artesãos, soldados e negros libertos se uniram para lutar pela independência do Brasil em relação a Portugal. Mas, diferente da Inconfidência Mineira, o movimento baiano foi além: defendia o fim da escravidão e a igualdade entre brancos e negros.

A revolta, porém, foi sufocada antes mesmo de começar. Após a distribuição de panfletos, o movimento foi descoberto pelo Império, e seus principais líderes: João de Deus do Nascimento, Manuel Faustino dos Santos Lira, Lucas Dantas e Luiz Gonzaga das Virgens, foram condenados à forca.

Mesmo diante da brutal repressão, a Revolta dos Búzios deixou um legado poderoso. Mostrou que o povo negro e pobre não aceitou passivamente a opressão: sonhou e lutou por liberdade e igualdade, desafiando um sistema que parecia inabalável. Os búzios, usados como símbolo e senha entre os participantes, tornaram-se marca de união e resistência.

Relembrar a Revolta dos Búzios não é apenas revisitar o passado: é reconhecer que, mais de dois séculos depois, ainda enfrentamos desigualdade, racismo e concentração de riqueza. Em tempos de crise econômica e ataques aos direitos do povo, a história nos lembra que a organização popular sempre foi, e continua sendo, a força capaz de mudar o rumo das coisas. Só a luta muda a vida!

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Assassinato de Margarida Maria Alves

No dia 12 de agosto de 1983, um crime bárbaro chocou o Brasil e o mundo: a execução de Margarida Maria Alves, trabalhadora rural, mulher nordestina, negra, sindicalista e militante incansável pelos direitos das trabalhadoras e trabalhadores do campo. Margarida foi assassinada na porta de sua casa, em Alagoa Grande (PB). O crime foi encomendado por latifundiários da região, incomodados com a atuação corajosa de Margarida na defesa dos direitos dos trabalhadores do campo.

Margarida foi a primeira mulher a presidir o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de sua cidade, e a primeira no estado da Paraíba a enfrentar abertamente os poderosos em plena ditadura militar. Durante os 12 anos em que esteve à frente do sindicato, ela lutou para que os trabalhadores e trabalhadoras do campo tivessem seus direitos respeitados, como carteira de trabalho assinada, férias, 13º salário e jornada de trabalho de 8 horas diárias.

Apesar da grande repercussão nacional e internacional, os mandantes e os executores do crime não foram responsabilizados e, quatro décadas depois, essa triste história segue se repetindo em todo o país. O Brasil é um dos mais perigosos do mundo para quem defende direitos humanos, a reforma agrária, a proteção dos povos originários e do meio ambiente. Em 2024, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), 13 lideranças foram mortas no campo.

A morte de Margarida não foi um caso isolado; ela segue a lógica das elites do campo que tentam, a todo custo, silenciar aqueles que lutam por direitos, terra e justiça. Casos como de Margarida Alves, Marielle Franco, Bruno Pereira e Dom Phillips deixa evidente que a classe dominante está disposta a executar quem enfrentar seus interesses. Mas a covardia dos poderosos não conseguiu calar a voz de lutadoras como Margarida. Seu legado segue vivo através da Marcha das Margaridas, a maior mobilização de mulheres do campo, da floresta e das águas da América Latina. Essa mobilização, que acontece de quatro em quatro anos desde 2000, leva o nome de Margarida para lembrar a todos que não há justiça social sem justiça no campo, sem reforma agrária, sem segurança para quem luta.

Margarida, presente! Só a luta muda a vida!

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Dia dos Pais

Ser pai é estar presente na vida de seus filhos, vai para além do corriqueiro e simples retrato na foto de família. É fundamental a presença em momentos de angústia, dor, alegria e satisfação, os momentos devem ser construídos em conjunto.

Nessa caminhada, o apego, carinho e companheirismo são fundamentais para uma paternidade saudável. Pais que quebram ciclos, que choram em silêncio, que seguram a mão dos filhos com ternura e força. Pais de sangue, de coração, de coragem, homens que sabem que amar é, acima de tudo, estar presente nos momentos bons e ruins.

A presença paterna não é direito, é obrigação. O cenário é cruel, no Brasil, mais de 5,5 milhões de crianças não têm o nome do pai no registro civil, segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de 2023.

Em 2024, os dados continuam alarmantes, mais de 153 mil crianças nasceram e ficaram sem o registro do pai na certidão de nascimento, conforme a Associação Nacional de Registradores de Pessoas Naturais (Arpen). Os números são o reflexo de uma dura realidade, onde mulheres assumem sozinhas a responsabilidade pelos cuidados de uma criança, lutando diariamente para garantir amor, sustento e segurança aos que dependem dela.

Que na data de hoje, possamos celebrar a força das relações que une pais e filhos, o cuidado, o aprendizado e o amor que transforma e fortalece. Que seja um dia para reconhecer aqueles que estão presentes de corpo, alma e coração, construindo conjuntamente, um horizonte de sonhos, esperança e respeito. Feliz Dia dos Pais. Só a luta muda a vida!

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Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha foi sancionada no Brasil, em 07 de agosto de 2006, um marco histórico no enfrentamento à violência contra as mulheres. A lei foi fruto de um processo intenso de busca por justiça do movimento feminista e da denúncia internacional feita por Maria da Penha Maia Fernandes à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A luta para expor o agressor foi após Maria sofrer duas tentativas de feminicídio cometidas pelo seu então cônjuge, que saiu impune, sem responsabilização pelos crimes cometidos. Maria da Penha se tornou símbolo internacional da resistência contra a violência doméstica e da luta por justiça e vida digna para as vítimas. O avanço social importante se deu após a condenação do Estado Brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, por omissão e negligência, sendo determinante para a criação da lei, que reconhece a violência de gênero como violação dos direitos humanos.

Desde sua sanção, a Lei tem sido exemplo internacional de combate à opressão matrimonial, garantindo medidas protetivas, afastamento do agressor e prioridade no acesso a serviços públicos. De 2006 até hoje, mais de seis milhões de processos foram abertos com base na lei. Só em 2023, foram mais de 340 mil denúncias de violência doméstica e cerca de 460 mil medidas protetivas concedidas. Mesmo com o avanço, persistem subnotificações por medo, dependência econômica, vergonha e naturalização da violência, alimentados pelo machismo estrutural.

É urgente endurecer essa lei. Há inúmeros casos de medidas protetivas violadas e mulheres assassinadas. É preciso endurecer penas e, se necessário, usar dispositivos eletrônicos de distanciamento tanto na mulher quanto no agressor, que avisem quando o perímetro for violado e alertem a polícia do perigo.

A defesa da Lei Maria da Penha é fundamental, faz parte de reconhecermos que o machismo tem raízes profundas em nossa sociedade e deve ser combatido com organização, políticas públicas efetivas, investimento em redes de apoio e proteção social, acolhimento digno às vítimas e a garantia de que nenhuma mulher será punida por escolher viver. Só a luta muda a vida!

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EM DEFESA DAS TERRAS RARAS BRASILEIRAS

Lítio, nióbio, cobre, manganês e terras raras, entre outros minérios, estão no centro de uma das disputas mais acirradas do século 21 e ficam na mira dos EUA

O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, ficando atrás apenas da China. Apesar do nome, as chamadas “terras raras” não são exatamente raras. Os elementos de terras raras (ETR) são um conjunto de elementos químicos essenciais para a fabricação de uma vasta gama de tecnologias avançadas.

Esses minérios são usados na fabricação de ímãs permanentes usados em turbinas eólicas e em motores de veículos elétricos, tecnologias fundamentais para a transição energética. Além de muitos outros produtos como celulares, lâmpadas de led, telas de computador entre outros.

É uma riqueza estratégica, com potencial de impulsionar a transição energética e a indústria de alta tecnologia — e que, não por acaso, despertou o interesse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O Brasil não pode se curvar a interesses estrangeiros. As terras raras são do povo brasileiro. Soberania não se negocia. Nossas riquezas pertencem ao povo brasileiro. Fora Trump!

Em defesa das nossas Terras Raras, assine o manifesto: bit.ly/TerrasRarasBR

Só a luta muda a vida!

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Fome como arma, morte como política

Cinco pessoas morreram de fome em Gaza no último sábado (26) entre elas, uma criança. O dado, divulgado pela Autoridade Palestina, escancara o colapso humanitário causado pela política israelense de terror e bloqueio.

O número total de mortes por fome e desnutrição já ultrapassa 127, sendo 85 dessas vítimas, crianças. Cerca de 900 mil crianças em Gaza estão passando fome, e 70 mil delas estão em estado grave de desnutrição.

Israel continua restringindo a entrada de alimentos, bombardeia comboios de ajuda humanitária e impede o funcionamento de cozinhas comunitárias. Segundo reportagem da BBC, há palestinos que caminham por horas em busca de um saco de farinha, e muitos não voltam vivos. Um relatório da ONU aponta que, desde 27 de maio, ao menos 1.054 palestinos foram mortos enquanto tentavam conseguir comida.

A fome em Gaza é deliberada, usada como arma de guerra para exterminar um povo inteiro. É inaceitável que o Brasil siga mantendo relações diplomáticas com um Estado que transforma a fome em ferramenta de opressão. É hora de romper com Israel e dizer que o povo palestino não está só! Só a luta muda a vida!