Autor: SSPV
A Frente Parlamentar Mista do Serviço Público lança o vídeo “Não é Reforma Administrativa – É Desmonte dos Serviços Públicos!” para campanha em defesa dos servidores e por um serviço público de qualidade contra as reformas propostas pelo governo que prejudicam a população.
Parasita é você, Paulo Guedes!
Neste governo federal, o cinismo e a falta de caráter realmente não têm limites. Desta vez foi o ministro da Economia Paulo Guedes, que chamou de parasitas os 12 milhões de servidores públicos do país. É provável que o ministro não tenha espelho para se enxergar. Aqui, não há parasita maior do que senhores de sua categoria: banqueiros e capachos e de banqueiros.
Para Guedes, são parasitas as enfermeiras, professoras, guardas, assistente sociais e tantas outras categorias que fazem o país funcionar.
Mas quem é acusado de enriquecimento ilícito desviando bilhões de reais de fundos de pensão? Ele mesmo: Paulo Guedes.
Este ministro nada mais é do que um banqueiro associado até o osso com o governo miliciano de Bolsonaro e companhia. Sua função é uma só: favorecer cada vez mais o sistema financeiro no país onde os bancos já têm os maiores lucros do mundo.
A missão de Guedes é transformar a Previdência Pública em negócio e dar de bandeja para os banqueiros; é entregar o petróleo e a Petrobras para os gringos; é acabar com o funcionalismo para terceirizar, privatizar e destruir o serviço público.
Quem paga o pato desse parasitismo de Guedes é a maioria do povo, que precisa do Estado para viver com o mínimo de dignidade. E se houver revolta contra a pobreza e a miséria? Neste caso, ele sabe que a repressão do governo neofascista estará a postos para “resolver” o problema, assim como foi no Chile do ditador Pinochet, sua referência máxima.
No último informativo do sindicato, já havíamos alertado que “estão fortes as ideologias que colocam o serviço público como inimigo” e que “o governo Bolsonaro e seus apoiadores (inclusive os daqui de Vinhedo) trabalham nessa linha abertamente: desmonte do Estado e autoritarismo contra os que lutam por seus direitos”.
Por isso, apesar da raiva e indignação, não há surpresa na fala de Guedes. O projeto do governo Bolsonaro é esse mesmo.
Por outro lado, sabemos que o arrependimento dos que votaram no capitão aumenta a cada dia. E esse tipo de “ato falho” e de cinismo (como no caso do secretário de cultura nazista) deve ser explorado para mostrarmos a podridão que está alastrada no governo federal. Ainda há tempo de se arrepender para lutar pelos direitos de todos nós. A batalha está apenas começando.
E quanto a nós, servidores públicos de Vinhedo às vésperas de uma Campanha Salarial, devemos aproveitar essa declaração repulsiva para reafirmar nosso orgulho de trabalhar para o bem-estar da população todos os dias. Jamais vamos abaixar a cabeça ou parar de exigir valorização, pois sabemos que os parasitas estão em outro lugar, nadando em rios de dinheiro a custa do nosso trabalho
No ano passado, as e os Auxiliares de Educação Infantil mostraram unidade e força da categoria para exigir da prefeitura a merecida e necessária valorização. O governo, entretanto, decidiu não avançar no diálogo e fechou as portas para a negociação.
Isso não significa que a luta tenha acabado. Ao contrário, estamos todos acostumados a enfrentar a intransigência deste governo. Agora, precisamos planejar os próximos passos da luta, pensando também na Campanha Salarial 2020.
Por isso, convocamos todas e todos para reunião setorial das/os Auxiliares de Educação Infantil, no dia 12/02 (quarta-feira), às 18h, na sede do SSPV. Será uma semana antes da Assembleia Geral de abertura da Campanha Salarial 2020.
Avise as colegas e venha!
Vem aí mais uma Campanha Salarial dos servidores e servidoras de Vinhedo. A primeira atividade será uma Assembleia Geral no dia 19 de fevereiro, a partir das 18h, na sede do SSPV. Esperamos casa cheia! Precisamos mostrar desde já que teremos força para mobilizar a categoria.
Esta é a Assembleia que vai decidir nossos pontos de reivindicação. Quanto mais gente, das mais variadas funções e locais de trabalho, melhor para a qualidade de nossa pauta. Faça sua parte. Anote na agenda, convide seus colegas e venha!
CENÁRIO SEGUE COMPLICADO
Nos últimos anos, temos alertado sucessivamente que o mar não está pra peixe. Em 2020, não será diferente. Será mais uma Campanha Salarial dura, que exigirá enfrentamento com a prefeitura e demonstração de força da categoria.
Isso ocorre por dois motivos, basicamente. Em termos econômicos, o Brasil segue estagnado e a prefeitura sente. Já na parte política, estão fortes as ideologias que colocam o serviço público como inimigo. O governo Bolsonaro e seus apoiadores (inclusive os daqui de Vinhedo) trabalham nessa linha abertamente: desmonte do Estado e autoritarismo contra os que lutam por seus direitos. Temos que estar atentos e fortes.
Isso não significa que vamos aceitar uma negociação rebaixada. Ao contrário, temos questões históricas a serem resolvidas, como as progressões de biênio e quinquênio, além da necessidade de valorização salarial e de avançar em cláusulas sociais. O que frisamos é: para isso acontecer, vamos que ter nos mobilizar. E o primeiro compromisso é a próxima assembleia. Só a luta muda a vida!
Não foi um ano fácil, como era de se esperar. A avalanche de retirada de direitos segue com tudo. Depois de aprovar a Reforma da Previdência, que dificulta o acesso e rebaixa o valor das aposentadorias, o governo federal quer atacar até os desempregados. É surreal a iniciativa de taxar em 7,5% o seguro-desemprego, mas expressa bem a mentalidade desse governo. É um Robin Hood às avessas, que tira dos pobres para dar aos ricos.
Eles também já deixaram claro que pretendem quebrar ao meio o sindicalismo com uma nova reforma que vem por aí. E, para tornar o cenário mais sombrio, nos últimos dias, o ministro banqueiro Paulo Guedes ameaçou aplicar novo AI-5 no Brasil. Ou seja, defendem abertamente uma nova ditadura militar, sem direito à oposição, sem direitos civis e políticos. Sem greves, sem sindicatos.
A volta dessa ameaça, que já foi dita pelo próprio presidente e seus filhos em outros momentos, tem uma explicação. Nossos vizinhos de Chile, Equador e Colômbia estão nas ruas dando um recado claro muito claro a seus governos: basta de neoliberalismo, basta de Estado mínimo, basta de desigualdade social! Guedes, Bolsonaro e sua turma sabem que, se continuarem destruindo os direitos do povo, a revolta vai vir com tudo, cedo ou tarde.
Como o governo federal implanta essa onda de retirada de direitos e, ainda por cima, não tem agenda nenhuma para animar a economia, as dificuldades chegam rápido às cidades. No nosso caso, em Vinhedo, a prefeitura segue a linha de valorização zero, tendo como justificativa sempre o cenário econômico. É claro que, se o governo tivesse uma linha de valorizar os servidores e o serviço público, haveria alternativas. Mas não é o caso. Cabe a nós a resistir.
Nesta retrospectiva, destacamos algumas das lutas de 2019, com ênfase na Campanha Salarial, que alcançou reposição integral e avançou em cláusulas sociais. No segundo semestre, o que mais movimentou o sindicato foi a questão do estatuto. Realizamos formações, estudamos o tema e conseguimos evitar um processo atropelado. E, claro, a luta das/os auxiliares de educação infantil por valorização.
Agora, é descansar, aproveitar a cesta de Natal do SSPV e se preparar para 2020.
Veja a retrospectiva:
Abono de Natal garantido
A prefeitura de Vinhedo confirmou que teremos abono de Natal neste ano. Os valores serão os mesmos do ano passado: R$ 300 para quem recebe salários de até R$ 2 mil e R$ 200 para quem tem rendimentos maiores. Ainda que esteja abaixo do esperado, é uma conquista que deve ser celebrada.
Vale lembrar que, em 2018, foi toda uma luta para garantir o abono para a categoria. Neste ano, o SSPV se antecipou e o resultado veio agora com a confirmação da prefeitura. Sem luta e reivindicação, não teríamos nada nem ano e passado nem agora.
Além do abono, os servidores sindicalizados têm direito à cesta de Natal do SSPV. Não esqueça de vir buscar!
Quem luta conquista!
Em reunião na última sexta-feira (22/11), o governo informou que não vai atender as reivindicações das/os auxiliares de educação infantil. Querem que as/os auxiliares sigam trabalhando como professores, mas recebendo como quadro de apoio. A prefeitura sequer apresentou qualquer proposta de valorização para a categoria e fechou as portas para a negociação.
A reação da categoria não poderia ser outra a não ser a convocação de novas paralisações. O movimento já mostrou que tem ampla adesão na base e respaldo na população. Não vamos recuar. Nesta quinta (28/11) e sexta-feira (29/11), não vai ter atendimento nas creches. É PARALISAÇÃO, na defesa dos nossos direitos e da qualidade da educação infantil de Vinhedo!
Sabíamos desde o início que a luta seria difícil. Enfrentamos uma prefeitura que dá calote nos direitos dos servidores e não se preocupa com a valorização. A postura da última reunião faz parte do protocolo habitual do governo. Não é hora de desanimar! A mobilização desta semana deve mostrar que a categoria segue unida na luta por valorização, que é justa e necessária.
Valoriza, Jaime!
Consciência Negra
Ao contrário do que diz Bolsonaro, o Brasil tem sim uma dívida histórica com o povo negro. E o dia 20 de novembro é um momento para pensarmos sobre isso.
Foram mais de 300 anos de escravidão. Cerca de 12,5 milhões de africanos embarcaram em navios negreiros rumo às Américas para servirem de mão de obra escrava e passar por todo tipo de humilhação, maus tratos e sofrimento. Destas 12,5 milhões de pessoas, quase 5 milhões (40%) tiveram como destino o Brasil. As bases de nossa economia foram assentadas sobre o trabalho desses africanos brutalmente escravizadas. Ciclos do pau-brasil, cana-de-açúcar, ouro e diamantes, tabaco, algodão, pecuária, café… Tudo foi construído por mão de obra escrava.
E, desde 1888, apenas 130 anos atrás, quando a abolição foi promulgada, o que fizemos enquanto nação para reparar essa história que não podemos ignorar?
Na verdade, quase nada. As populações africanas, quando terminada a escravidão, foram marginalizadas e, por isso, o racismo brasileiro é tão presente até hoje. Apesar de fazer parte de mais de 50% da população, os afro-brasileiros representam apenas 20% do PIB. O desemprego é 50% superior ao restante da sociedade, a renda é metade da população branca e as taxas de analfabetismo são duas vezes superiores ao restante da população. Isso sem falar em no preconceito e violência cotidianos.
Por tudo isso, o movimento negro brasileiro passou a comemorar, na década de 1960, o 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra. A data marca a morte de um dos maiores lutadores do povo brasileiro: Zumbi dos Palmares. É uma forma de valorização da comunidade negra e da sua contribuição na história do país. Hoje, a data é oficializada pela lei nº 12.519/2011 e é feriado municipal em mais de mil cidades e estadual em Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro.
O 20 de Novembro celebra a luta do povo negro. Mas também convida a toda a população a pensarem seu papel no combate do racismo. Como diz a pensadora Angela Davis (e também disse o jogador Taison, esses dias), “numa sociedade racista, não basta não ser racista, é necessário ser antirrascista”.
A essa altura do campeonato, vocês já devem ter percebido nossa luta: a luta das/os auxiliares de educação infantil. Tivemos um dia de atraso de jornada e outro de paralisação, além de manifestações de rua e do indicativo de greve. Tudo isso para conseguir uma simples reunião com o prefeito. Infelizmente, é só assim que ele nos atende. Tanto é que só fomos recebidos na última quinta-feira (07/11). Nesta reunião, o governo não apresentou nenhuma proposta para a categoria. Só enrolou. Mas, em respeito a vocês, decidimos cancelar a greve que tínhamos agendada.
Uma nova reunião com a Administração está marcada para dia 22/11. Até lá, esperamos que a prefeitura formule uma proposta. No mesmo dia, vamos avaliar o que for discutido e apresentado.
O que reivindicamos pode ser resumido em uma palavra: valorização. Somos uma categoria injustiçada, que faz serviços que não são remunerados pela prefeitura. No papel e nos salários, somos “quadro de apoio” dos professores. Mas, na prática, atuamos como educadores/as da primeira infância. A prefeitura nos remunera muito abaixo do que deveria. Ganhamos cerca de R$ 1.700 por mês, menos da metade do que recebem, em média, nossas companheiras professoras. É justo? Quem é que gosta de trabalhar sem receber?
Não há boa educação sem bons educadores. E não há bons educadores se não são valorizados. A prefeitura precisa começar a dar o devido valor a esses profissionais, que dão duro todos os dias para cuidar e educar as crianças de Vinhedo. Nossa luta é pela valorização da educação infantil!
Contamos com o apoio de vocês!



