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2018 Publicação

A BNCC e a educação que queremos

Em dezembro de 2017, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para educação infantil e fundamental foi aprovada pelo governo golpista de Michel Temer (MDB). Apesar de não ter as aberrações da “deforma” do ensino médio, o documento também não foi comemorado pelas instituições que defendem uma educação pública democrática. Como as cidades têm até final de 2019 para elaborar seus currículos conforme a BNCC, os/as professores/as de Vinhedo têm de se preparar para as discussões a nível municipal desde já.

Desdobramento do Plano Nacional de Educação, de 2014, a BNCC estabelece os objetivos de aprendizagem em cada etapa da Educação Básica. É uma referência para elaboração dos currículos das redes públicas e privadas do país.

Apesar da propaganda do governo, o processo de construção da BNCC foi duramente criticado por não ter garantido ampla participação da comunidade escolar e da sociedade, como era o projeto inicial.

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), “o documento não condiz com a realidade vivida nas escolas públicas do Brasil, além de ser ilegítimo, pois a construção do texto não foi democrática”. A Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) afirmou que a BNCC foi construída “sem consulta à comunidade educacional” e “afronta a condição de democracia para gestão e currículos”. Além disso, dos 20 integrantes do Conselho Nacional de Educação (CNE), três votos foram contrários à aprovação da Base pelo seu caráter verticalizado.

Quanto a pontos específicos, as principais críticas são a reintrodução do ensino religioso e a ausência de temáticas de gênero e orientação sexual. As entidades também denunciam a interferência de grandes grupos empresariais, no sentido de emplacar uma educação voltada a formar mão-de-obra para o mercado, atrelada a mecanismos exaustivos de avaliação.

💡 Para qualificar e preparar as discussões a nível municipal, o SSPV convida todas/os servidoras/es para a atividade “BNCC e a educação que queremos”, com a participação dos professores Evaldo Piolli (Unicamp), Eduardo Batista (Rede Municipal de Vinhedo e Fórum Paulista de Educação) e Débora Lopes (SSPV).

📌 O evento acontece no dia 19 de setembro (quarta-feira), às 19h, na sede do sindicato, rua Aníbal Lélis de Miranda, 140.

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2018 Publicação

Com coletes vencidos, guardas municipais pressionam prefeito

Na manhã de 16 de agosto, os guardas municipais de Vinhedo se mobilizaram em frente à prefeitura para denunciar que, dos 128 coletes à prova de balas disponíveis, 100 estavam fora da data de validade. Os guardas decidiram não sair para trabalhar com os coletes vencidos. Logo em seguida, o prefeito tucano Jaime Cruz exonerou o secretário de Transportes e Defesa Social e o diretor de Departamento de Segurança da Guarda.

A mobilização foi resultado da incompetência do executivo em resolver uma questão que se arrastava há meses e colocava os guardas sob risco. É mais uma irresponsabilidade da prefeitura, que coleciona exemplos de má gestão.

O protesto, que contou com apoio e participação de diretores do SSPV, deu resultado. O prefeito se comprometeu a agilizar a compra dos novos coletes.

No entanto, enquanto não chegam, os/as guardas municipais têm que revezar entre si os equipamentos de segurança, que deveriam ser individuais. Diante da conhecida inoperância da prefeitura, o SSPV também entrou como uma ação na Justiça para impedir o compartilhamento e exigir a compra imediata de novos coletes.

Além disso, a mobilização expôs, mais uma vez, o racha no governo municipal. O secretário exonerado é irmão da vice-prefeita. Caso Jaime seja cassado, é ela quem assumiria o executivo.

De qualquer forma, para além das brigas da elite política da cidade, o recado dos guardas foi claro: sem segurança, não dá pra trabalhar e, sem Guarda Municipal, a população fica desprotegida. Os servidores não aceitam mais maldade!

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2018 Publicação

STF CONTRA OS TRABALHADORES: Terceirização geral e irrestrita agora tem aval da “Justiça”!

Por 7 votos a 4 o STF julga constitucional a terceirização geral e irrestrita

O julgamento da ADPF 324 e um Recurso Extraordinário, ambos provocados por uma entidade patronal e uma empresa pela apequenada corte golpista brasileira terminou hoje com uma tragédia para a classe trabalhadora, o povo brasileiro e o futuro do nosso pais.

O objetivo dos dois processos era declarar constitucional a ampliação da terceirização para todas as atividades de forma irrestrita (ou seja, inclusive na atividade fim).

Com a decisão, a terceirização de todas as atividades das empresas passa a ter aval da justiça. Na verdade, injustiça.

Agora hospitais não precisam contratar enfermeiros ou médicos, basta terceirizar. O mesmo poderá acontecer em todos os setores.

Ou seja, um empresário monta uma empresa e não precisa contratar nenhum funcionário. Basta terceirizar tudo.

O golpista Michel Temer e sua maioria de deputados e senadores já haviam introduzido o tema na deforma trabalhista

A Intersindical, há muitos anos, alerta para os males da terceirização, tendo participado ativamente de todas as lutas, em debates, fóruns e manifestações, sempre se opondo à prática da terceirização. Para a Intersindical, o combate a terceirização seguirá sendo central para a classe trabalhadora.

Mais uma vez, os mais altos integrantes do judiciário do auxílio moradia e do salário sem teto, sintonizada com os interesses exclusivos dos grandes grupos econômicos

Como votou cada Ministro?

A favor da constitucionalidade da terceirização irrestrita, votaram positivamente os ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Fux, ambos relatores do caso, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello.

Trabalhadores terceirizados estão submetidos a condições mais precárias

Objetivamente, o que foi aprovado hoje é a liberação de mais mortes, adoecimento, trabalho em regime análogo ao escravo e consolidação da barbárie nas relações e condições de trabalho.

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2018 Publicação

O SSPV é solidário aos servidores de Valinhos

Os servidores públicos de Valinhos estão na luta para garantir seus salários. Eles foram surpreendidos por uma decisão judicial que ordena a retirada de 20% e 10% de incentivo ao aperfeiçoamento, o qual todo servidor recebe há mais de 30 anos, e já está incorporado aos orçamentos familiares. O atual prefeito, Orestes Previtale (MDB), tinha conhecimento do processo e não tentou proteger os salários dos servidores municipais.

O impacto desse corte abrupto não é apenas para os servidores e suas famílias. Se a decisão for mantida, os serviços públicos de Valinhos podem virar um caos, pois os trabalhadores estarão totalmente desestabilizados. Além disso, a própria economia local será afetada com a redução do poder de compra de boa parte das famílias da cidade.

Por tudo isso, nos somamos aos servidores de Valinhos para exigir que o prefeito dê um jeito na situação e mantenha os salários!

https://www.facebook.com/servidoresvinhedo/videos/526399887804859/

 

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2018 Publicação

O último que sair apaga a luz!

Caiu mais um secretário do governo Jaime Cruz (PSDB) nesta semana. Desta vez foi Gustavo Mattos, da Administração. Antes dele, já haviam pulado do barco os secretários de Transportes e Defesa Social, de Negócios Jurídicos, de Serviços Municipais. A debandada (voluntária ou não) é resultado do furacão em que está metido o governo tucano: denúncias de corrupção, processo de impeachment (comissão processante) e uma série de maldades com a cidade e os servidores municipais nos últimos meses.

O governo Jaime Cruz se desmancha porque não há quem o sustente mais: nem seu eleitorado, nem seus aliados da elite política e econômica da cidade – muito menos o povão e os servidores municipais!

O desfecho da crise do governo (com as brigas, articulações e negociações de bastidores a todo vapor) ainda está indefinido. Mas uma coisa é certa: os políticos de Vinhedo vão começar a pensar duas vezes antes de cometer maldades contra os servidores municipais.

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2018 Publicação

Sem segurança, não dá pra trabalhar!

A Guarda Municipal de Vinhedo está com os coletes vencidos. E não aceita mais enrolação. Estamos em frente à Prefeitura para exigir a compra de novos materiais.

É mais uma irresponsabilidade da prefeitura, que coleciona exemplos de má gestão. Diante da repercussão do movimento da Guarda, o prefeito até exonerou o secretário e o diretor responsáveis, mas o que precisamos saber é quando chegam os novos coletes.

Sem segurança, não dá pra trabalhar! E sem Guarda Municipal, a população fica desprotegida.

Jaime, cadê os coletes?

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2018 Publicação

Entenda o passo a passo do processo contra Jaime Cruz

Em seis de agosto, foi aberta Comissão Processante contra o prefeito Jaime Cruz (PSDB) na Câmara Municipal, por oito votos a quatro. A comissão, formada por Carlos Florentino (presidente), Rubens Nunes (relator) e Flávia Bitar, fica responsável por investigar irregularidades das contas públicas de 2015 e apresentar um parecer para o plenário da Câmara em até 90 dias. A denúncia se baseia em análises do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado.

Ao fim da investigação, o parecer pode indicar a cassação do mandato do prefeito. Nesse caso, a aprovação exigiria maioria composta (e não simples) do parlamento, ou seja, ao menos nove vereadores.

O SSPV apoiou a abertura da Comissão Processante e vai companhar as investigações.

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2018 Publicação

Nova diretoria do SSPV: lutar e avançar!

Apesar da conjuntura nacional de retirada de direitos e da tradicional truculência da prefeitura com o funcionalismo público, o próximo período pode ser favorável para o avanço da luta dos servidores de Vinhedo. Alguns pontos podem ser destacados:

  • Eleições nacionais: na metade de agosto, começa a campanha eleitoral. Com a impopularidade do governo Temer, as chances de serem eleitos candidatos comprometidos com os direitos dos trabalhadores e do povo brasileiro aumentam. O horizonte é a revogação da “reforma antitrabalhista”, do congelamento dos gastos públicos e das entregas do pré-sal. É preciso estar atento e fazer acontecer: nenhum voto em que retirou direitos. Além disso, devido às relações dos políticos de Vinhedo com diversos candidatos, é improvável que sejam apresentados projetos impopulares, tanto pelo executivo quanto pelo legislativo.
  • Governo municipal: a tendência apontada no último editorial foi confirmada. O governo tucano de Jaime Cruz segue ladeira abaixo. Na sessão da Câmara Municipal do dia 06 de agosto, os vereadores aprovaram a instalação de uma Comissão Processante, com base em irregularidades nas contas públicas de 2015, como gastos abusivos com shows, descumprimento da lei de licitações, não recolhimento de INSS e FGTS e descontrole da dívida municipal. A abertura da comissão foi aprovada por oito votos a quatro. Ou seja, depois de tanto desgaste do executivo, a maioria governista na Câmara não existe mais. Nesse sentido, é preciso destacar o peso da luta contra o Decreto da Maldade, que pressionou vereadores da base a se posicionarem a favor dos servidores. Fato é que o governo de Jaime Cruz está minguando. Qualquer investida para retirar direitos dos servidores e da população (como uma eventual tentativa de privatizar a Sanebavi) vai enfrentar muita resistência de toda a cidade.
  • Sindicato: enquanto o governo municipal se desmancha, a organização sindical tem se reforçado. Desde o dia 23 de julho, o SSPV está com a diretoria renovada, com mais fôlego para a luta. Além disso, a vitória contra o Decreto da Maldade deu moral aos servidores e mostrou que a luta vale a pena, porque dá resultado. Os próximos passos são: intensificar a sindicalização, aumentar as visitas aos locais de trabalho, realizar mais atividades de formação. São todas ações para fortalecer o sindicato e aumentar a mobilização. Em termos de negociação com a prefeitura, nas próximas semanas, o foco deve estar no processo de mudança do regime celetista para estatutário, exigindo que seja realmente democrático e traga benefícios e segurança ao servidor. Entretanto, para alcançar os melhores resultados, não basta uma diretoria, é preciso que todos os servidores e servidoras participem da vida sindical. Com união, é possível avançar – e muito – no atual cenário.
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2018 Publicação

Donizete: “a força do sindicato é a união de todos, não adianta só uma diretoria lutar sozinha”

 

A edição de agosto do Infoserv, primeira após a posse da nova diretoria, traz uma entrevista com o presidente reeleito do SSPV, Donizete Vicente, que faz um balanço das últimas gestões e projeta as próximos lutas. As lembranças vão desde o enterro simbólico do ex-prefeito Milton Serafim até a queda do Decreto da Maldade.

Infoserv: Como era o sindicato antes de 2012?

Donizete: A gente estava diante de um sindicato que não tinha ação. Só tinha assembleia para tirar pauta de reivindicação. Depois já combinavam com o patrão, chegavam os índices e não tinha discussão. Isso foi trazendo indignação para algumas pessoas. Eu e alguns companheiros que participávamos das assembleias ficávamos indignados. Quando chegou a data da eleição, resolvemos montar uma chapa para concorrer. Foi uma luta muito difícil. Na primeira reunião, tinha duas pessoas. Na segunda, tinham três: Débora, Conrado e eu. Fomos correndo atrás de companheiros para montar a chapa. Eu falei com vários do SERM; a Débora, da Educação, o Conrado, da Câmara. Até no último minuto foi difícil. Eles apostavam que a gente não ia conseguir inscrever a chapa.

Partimos para a eleição, sem muito dinheiro para gastar, apenas no corpo a corpo na base. A baixa popularidade da antiga diretoria facilitou, em parte, a renovação. Ganhamos a eleição e tivemos que começar toda uma luta. Eles não fizeram uma transição aberta. Chegamos e só tinha uma funcionária que não sabia informar nada. Eles desconfiguraram os computadores e ficamos sem nenhuma informação. Demorou quase três meses para acessar a conta do sindicato.

Tinha um advogado com contrato leonino¹, com confissão de dívida de R$ 230 mil do sindicato para ele. Isolamos, não soltávamos processos para ele, mas tinha que pagar o contrato. O advogado Vinícius Cascone começou a trabalhar para a gente, ficou quase seis meses sem cobrar um tostão. Depois achamos uma falha no contrato do advogado antigo e conseguimos romper.

Tinha duas salinhas bem pequenas, na rua Jundiaí. O advogado ia atender e a gente tinha que ficar para fora. Conseguimos alugar esta casa ampla em que nós estamos. O advogado atendia uma vez por mês, das 9h ao meio-dia. O Vinícius Cascone passou a atender duas vezes por semana, quarta e sexta-feira, das 15h às 17h. A demanda era grande, mas conseguimos dar conta.

E aí fomos ganhando a confiança do pessoal. Termina o primeiro mandato e não tivemos chapa concorrente. Ninguém quis inscrever chapa. Fomos para o segundo mandato.

Infoserv: A primeira gestão foi de reorganização então?

Donizete: Nós colocamos uma frase desde o começo que era “Reorganizar, Lutar e Avançar” e o primeiro mandato foi para se reorganizar mesmo. O dinheiro foi para reorganizar a sede, a questão do jurídico. Mas também começamos a fazer luta, indo para a base, nos locais de trabalho. Fomos nos reorganizando e também mobilizando a base. Já em 2013 fizemos várias manifestações na Câmara, passeatas nas ruas. Fizemos o “enterro” do ex-prefeito Milton Cruz.

Infoserv: Como foi isso?

Donizete: Aqui o piso salarial era muito baixo para uma cidade que tinha fama de grandes condomínios. Nós colocamos um outdoor com o salário do prefeito e o piso salarial do servidor. Isso irritou ele, foi para a televisão e o rádio xingar a gente. Mas conseguimos mobilizar o povo e juntamos mais de 400 pessoas em passeata até a prefeitura para fazer o enterro simbólico dele. Não demorou muito e ele deixou o mandato, passou para o Jaime Cruz, para não ser cassado. Ele estava envolvido em vários processos de corrupção.

Infoserv: E como ficou o piso?

Donizete: No ano seguinte conseguimos um aumento diferenciado para o piso, que deu uma melhorada. Houve uma proposta com aumento real e aceitamos.

Infoserv: Na segunda gestão, a principal luta foi contra o ‘Decreto da Maldade’?

Donizete: Foi o que pegou, porque veio para arrebentar o funcionalismo público. Desde o começo, não aceitamos e fomos mobilizando, ganhando força. Foi um ano de luta. Depois da campanha salarial partimos para cima com tudo, com outdoors, e acabou dando certo quando caiu o Decreto da Maldade. Era muito pesado para o servidor. Você ia na base e via gente trabalhando com atestado no bolso, com pé machucado, muitos com depressão. E quando perdia o ticket era 25% a 30% do salário. Foi muito cruel e indignou muito.

Infoserv: A vitória deu moral para a luta dos servidores?

Donizete: Só não viu quem não quis que, realmente, a luta vale a pena. A gente ainda tem dificuldade para mobilizar porque a cidade vem de uma história de coronelismo e clientelismo. Por exemplo, em campanha salarial, fazemos assembleias com pouca gente, em comparação ao tamanho da base. Mas mesmo assim conseguimos vitórias importantes e evitamos retrocessos.

Infoserv: E para os próximos meses qual é a principal pauta à vista?

Donizete: De início tem a demanda da mudança para o estatuário, que é um anseio de muitos servidores e também da prefeitura. Acho que isso tem que sair. Mas tem que sair da forma correta. Porque eles tentaram fazer uma comissão toda errada, com vários cargos comissionados, e nós conseguimos uma liminar na Justiça para interromper o processo. Agora o prefeito fala em fazer uma comissão baseada na Lei Orgânica. O que nós estamos pedindo é que seja realmente democrática. E que cada secretaria tenha suas demandas contempladas, com representantes próprios, porque cada uma tem sua particularidade. A Lei 112 é um esqueleto do que deve ser o Estatuto. O problema é que hoje eles não cumprem várias cláusulas, que precisamos entrar na Justiça para cobrar.

Infoserv: E essa história de privatizar a Sanebavi?

Donizete: Não temos nada na mão, mas, como diz o ditado, onde fumega há fogo. Já precisamos trabalhar contra mais esse possível retrocesso. A Sanebavi é a única empresa da prefeitura que é superavitária e a privatização só traz precarização do trabalhador.

Infoserv: A mobilização dos servidores será muito importante…

Donizete: A gente não esquece nunca da nossa frase “só a luta muda a vida”. A gente tem tido essa experiência à frente do sindicato. A última foi a queda do Decreto da Maldade e do criador do Decreto, que foi junto. A gente sabe que a mídia busca ofuscar a compreensão do trabalhador, falando que tudo está ruim e não vale a pena lutar. Mas foi a luta que derrubou a ditadura e fez a Constituição de 88, que agora está sendo rasgada.

A gente tem que dar o recado de que temos que nos unir mais. Se estamos conseguindo algumas coisas mesmo do jeito que estamos, se o servidor realmente se unir e participar mais das atividades… Nada cai do céu. Tem gente que pensa que “você vai mudar por mim”, mas o sindicato somos todos nós. A força do sindicato é a união de todos. Não adianta só uma diretoria lutar sozinha.

¹ Contrato leonino feito de má-fé, com o intuito de gerar enormes benefícios para um dos lados da relação, lesando os direitos da outra parte.

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2018 Publicação

Arrecadação segue crescendo…

Vinhedo já foi conhecida pela qualidade de vida, cidade com ampla oferta de serviços públicos e com servidores valorizados. Infelizmente, essa não é mais a realidade. A fama que carregava não condiz com a situação atual. Embora seja uma das cidades mais ricas do estado e do Brasil, com orçamento municipal crescendo ano após ano, a Prefeitura de Vinhedo é incapaz de fazer retornar à população e aos servidores as riquezas da cidade. Mas por que isso acontece?

A arrecadação da Prefeitura de Vinhedo em 2018 será de aproximadamente R$462 milhões. Para o ano que vem, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) prevê uma receita que ultrapassa os R$483 milhões, ou seja, um crescimento em torno de 4%. No entanto, vemos que os maiores beneficiados não são a população e os servidores públicos, mas grandes grupos econômicos que controlam Vinhedo e influenciam o governo municipal. Boa parte deles está ligada a atividades terceirizadas, como as empresas Litucera, Jofege e Mitra. Para se ter uma ideia, mais de 10% da verba da Secretaria de Educação, que é a secretaria de maior orçamento, é destinada para pagar empresas terceirizadas.

Embora os defensores da terceirização aleguem que os custos da Prefeitura são reduzidos, sabemos que isso não é verdade. Serviços públicos terceirizados acabam sendo mais caros, além de mais precários, com remunerações reduzidas e sem estabilidade de emprego.

Um sinal de alerta para possíveis planos de terceirização ou privatização é o sucateamento contínuo dos serviços públicos. Quer dizer, precariza e depois terceiriza. É o que pode estar acontecendo com a Sanebavi. Embora seja bastante lucrativa, a empresa municipal vem sofrendo nos últimos anos com o abandono e a precarização do trabalho. O objetivo, como já se especula pela cidade, é a entrega para a iniciativa privada.

Outra prática da Prefeitura de Vinhedo que prejudica a qualidade dos serviços públicos é a distribuição de Funções Gratificadas e Cargos Comissionados a pessoas ligadas ao governo, na maioria não concursadas. Essa postura, que em alguns casos é usada como chantagem ao servidor, causa o inchaço da folha de pagamento e se torna uma “desculpa” conveniente para a prefeitura não aumentar salários dos servidores. Enquanto a prefeitura usa o discurso de austeridade para retirar direitos de quem trabalha pela cidade, beneficia apadrinhados políticos e grandes grupos econômicos.

Para que essa situação acabe, a gestão de Vinhedo precisa de mudança radical. Mesmo que o orçamento continue crescendo, é urgente lutar para que esses recursos retornem para a população, com melhor qualidade dos serviços públicos, e para os servidores, com valorização e reconhecimento.

Na atual conjuntura, isso exigirá enfrentar as proposta indecentes de terceirização e privatização; as políticas irresponsáveis de austeridade; e qualquer tentativa de retirada de direitos. Sabemos que dinheiro tem. Vamos lutar para que os recursos beneficiem a população de Vinhedo e aqueles que trabalham pela cidade!