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Agora é oficial

Depois do anúncio no site da prefeitura, na última quinta-feira (21/06), o Decreto da Maldade foi formalmente revogado por Jaime Cruz (PSDB) no fim da tarde de ontem (25/06). O prefeito enviou ofício à Câmara Municipal pouco antes da sessão das 18h, que ficou completamente lotada de servidores e servidoras. Após analisar o documento e confirmar a suspensão do Decreto da Maldade, os vereadores decidiram não votar o projeto legislativo que pretendia derrubá-lo. O fim do Decreto da Maldade passa a valer a partir do dia 1º de julho.

O prefeito Jaime, mais uma vez, esbanja falta de seriedade e respeito aos servidores e à população. Ao anunciar a revogação do Decreto da Maldade, na quinta-feira, informava que o sindicato receberia ofício confirmando a decisão, o que não aconteceu. Com isso, a mobilização foi mantida e intensificada. A Câmara foi tomada de gente, dos corredores até a calçada. Tentando manobrar até o fim, Jaime só enviou o documento à tarde, antes da sessão que deixaria exposta a fratura na sua base de governo, caso o ‘Decreto Antimaldade’ fosse votado.

A queda do Decreto da Maldade é uma vitória que enche de moral os servidores públicos de Vinhedo para seguir na luta. Já para o prefeito tucano, depois de tantas manobras, é uma derrota que simboliza a fraqueza de sua gestão.

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Prefeito Jaime sente a pressão e revoga Decreto da Maldade

Xeque-mate! O prefeito Jaime Cruz (PSDB) ficou encurralado e assumiu a derrota. Depois de um ano de mobilização dos servidores públicos, aliados com vereadores e com a população de Vinhedo, o executivo municipal finalmente revogou o Decreto da Maldade (162/2017) na tarde de hoje. Com a revogação, o prefeito se antecipa ao ‘Decreto Antimaldade’, projeto do vereador Rodrigo Paixão (Rede), que seria votado na segunda-feira (25/06) na Câmara Municipal e contava com o apoio da maioria dos parlamentares. Jaime Cruz acusou o golpe e pediu arrego.

Em vigor desde 28 de junho do ano passado, o Decreto obrigava os servidores municipais a trabalharem doentes para não perderem o auxílio-alimentação. Cada servidor só podia apresentar um atestado médico por mês e o período de afastamento não podia ultrapassar cinco dias. Quem não se enquadrasse, perdia o auxílio-alimentação na íntegra. Isso mesmo: o desconto não era proporcional, mas integral, no valor de R$ 582,00!

Além de imoral e maldoso, o Decreto da Maldade era claramente inconstitucional. Ele desrespeitava o Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2018 e a Lei Complementar nº 112/2011, que regula o regime jurídico dos servidores públicos. Em outras palavras, o prefeito Jaime Cruz havia alterado unilateralmente o contrato de trabalho, o que é proibido pela Justiça.

É esse entendimento jurídico que sustentava o projeto legislativo para derrubada do Decreto da Maldade. O ‘Decreto Antimaldade’ ainda se baseava em situações semelhantes de outros municípios e tinha a chancela do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), que foi demandado pela Câmara de Municipal a dar um parecer jurídico.

A derrubada do Decreto da Maldade não interessava apenas aos servidores públicos. Toda a população é beneficiada. Ficou claro para todos que existe uma infinidade de alternativas para acompanhar as faltas no trabalho, que devem ser pensadas em conjunto com os Servidores, e não com autoritarismo. Cortar auxílio-alimentação não resolve, só aprofunda o problema.

Por isso, desde que o Decreto da Maldade passou a valer, o Sindicato dos Servidores Públicos de Vinhedo (SSPV) não mediu esforços para derrubá-lo: ações judiciais, negociações com a prefeitura, manifestações e articulações políticas. O ‘Decreto Antimaldade’, muito bem articulado na Câmara de Vereadores, foi o golpe final necessário para a luta dos servidores contra o prefeito Jaime Cruz.

A vitória veio, mas a mobilização continua. Convocamos todas e todos servidores públicos de Vinhedo para participarem da sessão legislativa da próxima segunda-feira (25/06), a partir das 18h. A pressão contra o prefeito Jaime Cruz deve continuar. O recado tem que ser reafirmado: quem trabalha pela cidade não aceita mais maldade! Parabéns aos servidores!

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O Decreto da Maldade vai ser derrubado

O Decreto da Maldade, do prefeito Jaime Cruz (PSDB), que obriga os servidores municipais a trabalharem doentes para não perderem o auxílio-alimentação, já tem data, hora e local para cair. Vai ser na segunda-feira (25/06), a partir das 18 horas, na Câmara Municipal de Vinhedo.

O projeto para a derrubada, que ficou conhecido como ‘Decreto Antimaldade’, já tem a assinatura de oito vereadores: Rodrigo Paixão, idealizador da proposta, Ana Genezini, Edu Gelmi, Edson PC, Sandro Rebecca, Flávia Bitar, Carlos Florentino e Rui ‘Macaxeira’.

A Comissão da Justiça da Câmara, com base em parecer jurídico do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), indicou a constitucionalidade do ‘Decreto Antimaldade’.

O mínimo que se espera é a derrubada do Decreto da Maldade por unanimidade. Por isso, vereadores Marcos Ferraz, Geraldinho Cangussú, Nil Ramos, Paulinho Palmeira e Rubens Nunes, ainda dá tempo para vocês mudarem de lado. Como querem ser lembrados pela população e pelos servidores públicos de Vinhedo?

Só falta o nosso empurrão para que o Decreto da Maldade caia de vez! Todos e todas à Câmara Municipal!

O QUÊ: Votação do ‘Decreto Antimaldade’, que anula o Decreto da Maldade do prefeito Jaime Cruz
QUANDO: Segunda-feira (25/06), 18h
ONDE: Câmara Municipal de Vinhedo, Av. Dois de Abril, 78, Centro

::: SOBRE O DECRETO DA MALDADE :::

Em vigor desde 28 de junho do ano passado, o Decreto obriga os servidores municipais a trabalharem doentes para não perderem o auxílio-alimentação. Cada servidor só pode apresentar um atestado médico por mês e o período de afastamento não pode ultrapassar cinco dias. Quem não se enquadrar, perde o auxílio-alimentação na íntegra. Isso mesmo: o desconto não é proporcional, é integral, no valor de R$ 582!

Além de imoral e maldoso, o Decreto da Maldade é claramente inconstitucional. Ele desrespeita o Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2018 e a Lei Complementar nº 112/2011, que regula o regime jurídico dos servidores públicos. Em outras palavras, o prefeito Jaime Cruz altera unilateralmente o contrato de trabalho, o que é proibido pela Justiça.

A derrubada do Decreto da Maldade não interessa apenas aos servidores públicos. Toda a população será beneficiada. Afinal, alguém gostaria de ter seu filho cuidado por uma professora com conjuntivite? Ou ser levado por um motorista de ambulância com pé quebrado? Não é difícil perceber que o Decreto da Maldade coloca em risco a qualidade do serviço público.

Existe uma infinidade de alternativas para acompanhamento das faltas no trabalho, que devem ser pensadas em conjunto com os servidores, e não com autoritarismo. Cortar auxílio-alimentação não resolve, só aprofunda o problema. Por isso, desde que o Decreto da Maldade passou a valer, o Sindicato dos Servidores Públicos de Vinhedo (SSPV) não mediu esforços para derrubá-lo: ações judiciais, negociações com a prefeitura, manifestações e articulações políticas. O ‘Decreto Antimaldade’, idealizado pelo vereador Rodrigo Paixão, é mais uma possibilidade que se abre com a luta dos servidores.

Confirme presença: https://www.facebook.com/events/1124310704376818/

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Mais uma bomba no colo do prefeito

Depois das denúncias de superfaturamento no pãozinho, a suspeita agora é na Secretaria Municipal de Serviços (SERM). O Ministério Público de Vinhedo investiga se a prefeitura pagou por mercadorias que nunca foram entregues, como massa asfáltica, pedra e areia. A suspeita é de que a secretaria teria usado notas fiscais frias para justificar os desembolsos.

O Sindicato ficará de olho na investigação. A prefeitura diz querer economizar dinheiro a todo momento, inclusive retirando o auxílio-alimentação dos servidores. É hora de o prefeito dar todas as explicações necessárias.

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Decreto da Maldade: se empurrar, ele cai!

Câmara de Vereadores pode votar projeto que anula Decreto 162/2017 nos próximos dias

Este texto faz parte do Infoserv – Junho 2018.

O projeto para derrubar o Decreto da Maldade (162/2017) avança na Câmara dos Vereadores do Vinhedo. No dia 28 de maio, foi aprovado regime de urgênciapara a votação da medida, que, até o momento, tem apoio de 8 dos 13 parlamentares da cidade. Com isso, a votação deve acontecer até o final de junho.

A iniciativa apresentada na Câmara de Vereadores reuniu as assinaturas dos parlamentares Edu Gelmi (MDB), Edson PC (PDT), Sandro Rebecca (PDT), Ana Genezini (MDB), Flávia Bitar (PDT), Carlos Florentino (PV) e Rui “Macaxeira” (PSB). O Decreto 162, de maneira imoral e desumana, retira direitos dos servidores que estão incapacitados de trabalhar por questões de saúde. A Prefeitura deveria economizar usando corretamente o dinheiro público, evitando superfaturamentos, e não com cortes de direitos e benefícios dos servidores.

Neste momento, é tarefa dos servidores de Vinhedo manter a pressão sobre os vereadores e acompanhar a tramitação do projeto. Isso porque, ao longo das próximas semanas, o prefeito Jaime Cruz (PSDB) deve fazer de tudo para desmontar a maioria que vai derrubar seu Decreto da Maldade.

A mobilização dos servidores de Vinhedo, aliada à iniciativa na Câmara, é o que pode garantir a derrubada do Decreto 162/2017. Falta pouco. Se empurrarmos, o Decreto cai!

Prefeito Jaime Cruz e a insistência na maldade

A ideia do prefeito Jaime Cruz de penalizar os servidores de Vinhedo com corte de auxílio-alimentação começou no início de 2017. Em 13 de fevereiro daquele ano, ele promulgou o Decreto 34/2017, a primeira versão do Decreto da Maldade. Nesse texto, o trabalhador que apresentasse mais de um atestado médico por mês teria seu benefício cortado. E o afastamento poderia ser de, no máximo, dois úteis. Em meio à campanha salarial, o Sindicato conseguiu algumas liminares para barrar o decreto.

No entanto, poucos meses depois, em 28 de junho, a prefeitura apresenta uma nova versão do Decreto da Maldade, agora com o número 162/2017, que segue valendo até hoje. A principal diferença é que o limite de afastamento passou para cinco dias.

O Sindicato considera que o decreto – além de maldoso e imoral – é claramente inconstitucional, pois altera o contrato de trabalho unilateralmente, o que é vedado pela Justiça. Por isso, todas as medidas possíveis seguem sendo tomados para derrubá-lo, sejam elas judiciais ou por pressão política.

Nesse sentido, a pauta de reivindicações da Campanha Salarial de 2018, aprovada em 28 de fevereiro, tinha como primeiro ponto a revogação do Decreto da Maldade. No início de maio, os servidores foram à Câmara de Vereadores exigir novamente o apoio dos parlamentares. Deu certo. Duas semanas depois é apresentado na Câmara Municipal o Decreto Legislativo 12/2018, que tem o objetivo de acabar com o Decreto da Maldade. As próximas semanas serão decisivas e a pressão dos servidores continua sendo o fator principal.

Os efeitos da maldade

Leandro Ferreira é guarda municipal de Vinhedo há 18 anos. Ao fazer exames periódicos, descobriu que teria que operar sua bexiga para retirar dois tumores. A cirurgia foi no dia 1º de março e Leandro teve que ficar 15 dias afastado do trabalho, inclusive, utilizando sonda urinária. Mesmo assim, foi atingido pelo Decreto da Maldade do prefeito Jaime Cruz. Seu auxílio-alimentação foi cortado justamente no momento em que mais precisava dele.

O vídeo com o depoimento de Leandro está disponível na página do sindicato em www.facebook.com/servidoresvinhedo/videos/Você, servidora ou servidor, também foi atingido pelo Decreto da Maldade? Entre em contato com o Sindicato e dê seu depoimento. Quem trabalha pela cidade não aceita mais maldade!

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Reposição da inflação e manutenção de direitos são conquistas da data-base 2018

Prefeito Jaime Cruz (PSDB) tenta enrolar negociação, mas sindicato garante cláusulas fundamentais

Este texto faz parte do Infoserv – Junho 2018.

Após quase três meses de campanha salarial, os trabalhadores do serviço público de Vinhedo fecharam a data-base 2018 com reposição inflacionária de 1,69% nos salários, auxílio-alimentação e vale-transporte. As cláusulas sociais do último acordo também foram mantidas. Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Vinhedo (SSPV), Donizete Ribeiro, o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) é fruto da persistência da categoria em desmascarar o discurso de “austeridade” da prefeitura, que pretendia impor perdas salariais e de direitos aos servidores. “Eles dizem que não tem dinheiro, mas nós provamos que a arrecadação cresceu mais que os gastos”, denuncia.

Foram 36 dias entre a entrega da pauta de reivindicações, em 28 de fevereiro, e a primeira reunião com a prefeitura, em 5 de abril, que só foi marcada após manifestação dos trabalhadores na Câmara de Vereadores. Estava claro que a estratégia de enrolação e desrespeito do Jaime Cruz (PSDB) se repetiria neste ano. Por isso, a pressão dos servidores foi fundamental.

Ao longo dos meses de abril e maio, a campanha salarial foi esquentando, com participação em sessões da Câmara (inclusive na CPI das Constas Públicas), instalação de outdoors e muito diálogo com a população de Vinhedo. O prefeito Jaime Cruz, entretanto, mantinha a postura de travar os diálogos, tentando impor um acordo prejudicial aos trabalhadores. Na quarta rodada de negociação, em 17 de maio, a prefeitura propôs reposições escalonadas, o que significaria perdas salariais. Em assembleia, a proposta foi logo rejeitada pela categoria. Como protesto, mais uma manifestação foi realizada na Câmara de Vereadores no dia 22 de maio.

Finalmente, no dia 23 de maio, a prefeitura recua e oferece os reajustes integrais da inflação (1,69%) para os salários, auxílio-alimentação e vale-transporte. Também foi acertado que as cláusulas sociais do último ACT seriam mantidas. No dia seguinte, os trabalhadores, em comum acordo, aceitam o acordo.

A revogação do Decreto da Maldade (162/2017), por outro lado, não foi considerada pelo prefeito Jaime Cruz (PSDB). Esta luta agora fica concentrada na Câmara de Vereadores, pressionando para que os parlamentares apoiem a iniciativa, encabeçada pelo vereador Rodrigo Paixão (Rede), que tenta derrubar o Decreto.

O Acordo de Coletivo de Trabalho fica disponível no site do sindicato. Acesse www.servidoresvinhedo.org.br/institucional/acordo-coletivo. Quem trabalha pela cidade não aceita mais maldade!

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2018 Publicação

Enquanto não se alterar a política de preços da Petrobras, o drama dos combustíveis vai continuar

Este texto faz parte do Infoserv – Junho 2018.

A passagem de Pedro Parente no comando da Petrobras foi curta, mas os estragos foram enormes. Nomeado pelo ilegítimo Michel Temer logo após o golpe que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff, Parente pediu demissão no último 1º de junho após a greve dos caminhoneiros e a pressão popular contra sua gestão. Ele foi o principal responsável por mudar a política de preços da Petrobras, que passou a vincular o valor dos combustíveis nos postos às variações diárias do barril de petróleo no mercado mundial.

Isso significa que quando sobe a cotação do barril nas bolsas de valores dos Estados Unidos, imediatamente aumentam os preços da gasolina, do diesel e até do gás de cozinha.

Qual o problema da política de preços de Pedro Parente e Michel Temer?

A principal questão é que o custo da produção de petróleo no Brasil é muito menor do que o preço praticado internacionalmente. O custo nacional é estimado entre US$ 30 a US$ 40 o barril, enquanto no mercado internacional é comercializado a cerca de U$ 80. Isso significa que se a Petrobras considerasse apenas os valores nacionais de produção, a gasolina e o diesel seriam vendidos por um preço muito abaixo do atual, sem prejuízo à empresa!

Nenhum país do mundo atrelou o preço do combustível internamente às cotações diárias do mercado mundial.

Quem se beneficia com a política de preços atual?

São dois os setores que mais se aproveitam da situação atual: grandes acionistas privados da Petrobras e as companhias petroleiras internacionais. Ou seja, os mesmos setores que colocaram Pedro Parente a frente da empresa, que é uma estatal de capital misto. A nova política de preços, atrelado ao preço internacional do barril, busca aumentar a margem de lucro da empresa às custas de toda a população brasileira, que sofre os impactos dos altos preços dos combustíveis direta e indiretamente. Quem ganha com o aumento da taxa de lucro é um punhado de acionistas e grandes investidores.

O outro setor, as petroleiras internacionais, é beneficiado na medida em que a Petrobras abre a mão de refinar o petróleo no Brasil. Para se ter uma ideia, com a atual política de preços, 30% da capacidade das refinarias está ociosa. Exportamos óleo cru para outras petroleiras que, fora do Brasil, refinam o petróleo e nos vendem o combustível. O mercado nacional fica escancarado para as empresas estrangeiras (Shell, Chevron e Exxon), que nos vendem combustível a preços altos, garantidos por Pedro Parente, e remetem bilhões de lucros para fora do país.

A autossuficiência em petróleo bruto e refinado é questão de soberania nacional. Por isso que investimos décadas na Petrobras. Através dela podemos vender mais caro para fora e mais barato aqui dentro. Era isso que estava sendo feito antes de Temer chegar e colocar Pedro Parente (o ministro do apagão de FHC) na presidência da empresa. A Petrobras foi construída com o trabalho de todos os brasileiros. É obrigação garantir preço justo à população.

Diminuir os impostos resolve o problema?

Com a greve dos caminhoneiros, o governo Temer reduziu o preço do diesel em R$ 0,46, para um período de 60 dias. No entanto, a política de preços não foi alterada, a diminuição é feita via cortes em impostos. A medida pode resolver o problema (dos caminhoneiros) por algum tempo, mas não garante que ocorra uma nova disparada no diesel em alguns meses. É fácil entender o motivo. Hoje o barril do petróleo está perto dos U$ 80 dólares. Se o preço do barril chegar a US$ 130, como já aconteceu, o diesel vai ficar muito mais caro do que era antes da greve. O pior é que, além de ser ineficaz, o corte nos impostos do combustível ainda compromete a vida do povo brasileiro, que precisa de mais investimentos em saúde, educação e segurança.

E agora?

Pedro Parente caiu e Ivan Monteiro, seu braço direito, assumiu seu lugar. Mas nada indica, até agora, que ele ou governo federal tenha vontade de política de alterar a política de preços atual. No entanto, com a greve dos caminhoneiros, a população começa a entender o jogo sujo do “mercado” que tomou conta da Petrobras e prejudica a todos. A pressão por uma política soberana de preços só tende a aumentar. Com novas mobilizações, greves e denúncias é possível retomar a Petrobras para o povo brasileiro.

Sobre o “valor de mercado” da Petrobras

Por Vitor Hugo Tonin, economista e assessor da Intersindical

A Rede Globo faz questão de defender diariamente a atual política de preços de Michel Temer.

O principal argumento é o “valor de mercado da empresa”. Mas o que isso significa?

Trata-se do preço das ações da Petrobras que são negociadas na bolsa de valores em São Paulo ou em Nova York.

Alguém compra ação da Petrobras por dois motivos:

1) Receber parte da distribuição de lucro da empresa;

2) Vender mais caro que comprou, que são os especuladores.

A queda no preço das ações da Petrobras prejudica apenas os especuladores, os apostadores da bolsa de valores. Em nada prejudica o caixa da empresa e nem o seu valor real que continua dependendo dos ativos e passivos reais da empresa.

O mercado secundário de ações que a Rede Globo usa para fazer terrorismo contra o povo brasileiro é um mercado de apostas.

Dito isso, a pergunta fica clara: a Petrobras deve agradar um punhado de acionistas que especulam com a empresa ou os 205 milhões de brasileiros e brasileiras que construíram a empresa quando ninguém acreditava no nosso país?

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Decreto da Maldade: aumenta a pressão sobre os vereadores e o prefeito

Na tarde de ontem (11/06), o Sindicato dos Servidores Públicos de Vinhedo (SSPV) se reuniu com os vereadores da Comissão de Justiça da Câmara Municipal, composta por Paulinho Palmeira (PV), Ana Genezini (MDB) e Marcos Ferraz (PSD). São eles que darão o parecer sobre a constitucionalidade do projeto que tenta derrubar o Decreto da Maldade. A decisão da comissão deve ser apresentada até sexta-feira (15/06) e a votação em plenário deve acontecer em até duas semanas.

A discussão girou em torno de dois eixos: técnico-jurídico e político. Com relação ao primeiro, o assessor jurídico da Câmara, Gleison Aredes, apresentou sua posição contrária à derrubada do Decreto da Maldade via projeto legislativo. Para ele, a contestação deve ser feita exclusivamente na Justiça de Trabalho pelo sindicato, o que já vem acontecendo. Os vereadores informaram que ainda aguardam outros estudos e pareceres externos sobre a constitucionalidade do projeto para apresentarem sua posição definitiva. No entanto, o presidente da comissão, Paulinho Palmeira, chegou a dizer que “todos os vereadores são contra o Decreto da Maldade” e que, do ponto de vista político, os servidores estão com “toda razão”.

Os autores do projeto, por outro lado, sustentam que há sim fundamentação legal para sua aprovação. O texto, de iniciativa do vereador Rodrigo Paixão (Rede), explica que o poder legislativo tem prerrogativa para anular medidas do executivo que extrapolem suas atribuições. É aí onde se enquadra o prefeito Jaime Cruz (PSDB), com o Decreto da Maldade, pois “o Chefe do Executivo não pode mediante simples decreto criar direitos e obrigações, tampouco retira-los”, como aponta o documento. Além disso, o projeto sinaliza que a prefeitura desrespeita a Lei Complementar nº 112/2011, que regula o regime jurídico dos servidores públicos, e o Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2018.

Ainda durante a reunião com a Comissão de Justiça da Câmara Municipal, o presidente do Sindicato, Donizete Vicente, deixou claro que os servidores vão abraçar todas as alternativas possíveis para derrubar o Decreto da Maldade. Nesse sentido, por mais que a ação legislativa possa ser contestada juridicamente, fica claro que a pressão política sobre o prefeito Jaime Cruz (PSDB) não para de aumentar. Ao menos no discurso, mesmo vereadores da base do governo começam a apoiar os trabalhadores.

Os próximos dias serão decisivos. A votação em plenário deve ocorrer no dia 18 ou 25 deste mês. A partir de amanhã, novos outdoors do Sindicato darão o recado direto aos vereadores da cidade. Se dizem ser contra, é preciso um posicionamento firme, o “Decreto da Bondade” tem de ser aprovado por unanimidade. É o mínimo que os servidores públicos esperam daqueles que foram eleitos para fiscalizar o executivo municipal.

Quem trabalha pela cidade não aceita mais maldade! Se empurrar, o decreto cai!

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Sobre faltas durante greve dos caminhoneiros

No dia 25/05/18, em decorrência da greve dos Caminhoneiros que afetou o abastecimento de combustível na cidade de Vinhedo e de toda a região e o funcionamento normal do transporte coletivo, o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Vinhedo enviou ofício para a Prefeitura, Câmara Municipal e SANEBAVI, solicitando para que fossem suspensas as atividades nos dias de trabalho até que o fornecimento do combustível estivesse normalizado.
Não tivemos nenhuma resposta oficial, entretanto, o secretário de governo, por telefone, disse que todas as Servidoras e Servidores que não comparecerem ao trabalho devessem justificar as faltas. Orientamos para que tentassem ir até as Unidades de Trabalho e caso não fosse possível, que justificassem as faltas por escrito com seus superiores e em caso de desconto, a equipe jurídica do Sindicato daria o respaldo necessário.
Contudo, hoje fomos alertados por muitos Servidores e Servidoras que foram comunicados por seus superiores quanto a necessidade de compensarem os dias não trabalhados. Nesse sentido, reforçamos novamente a orientação aos que faltaram nos dias que perdurou a falta de combustível para que justifiquem o quanto antes as razões da ausência.
Comunicamos que caso algum Servidor ou Servidora tenha qualquer natureza de desconto por conta da falta de transporte ou combustível que, com espelho do ponto e holerite, entre em contato com a equipe jurídica para que tomemos as providências cabíveis. Entretanto, informamos que está previsto na CLT (Art. 61, § 3 ) que em caso de interrupção de trabalho por conta de força maior que o empregador pode requisitar a compensação dos dias não trabalhados. Por isso, orientamos que ao receber um comunicado do seu superior, que seja cobrado por escrito, isso evita todo e qualquer mal-entendido. Em caso de dúvidas, entre em contato com o sindicato pelo telefone 3876-6341.

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A campanha salarial está nas ruas

Nós, do Sindicato dos Servidores de Vinhedo, junto com nossa base, estamos todos os dias em trabalho de mobilização permanente da Campanha Salarial de 2018.

Exigimos diálogo por parte da Prefeitura, para que ouçam nossas reivindicações, especialmente a necessidade de reajustes em nossos salários e benefícios, defasados após arrochos impostos pelo executivo. Além disso, denunciamos o DECRETO DA MALDADE, que vem penalizando Servidoras e Servidores com a perda do auxílio alimentação e a restrição de acesso aos serviços de saúde.

Estamos nas ruas dialogando com nossa base e com a população. Vamos aos postos de trabalho, realizamos o trabalho de panfletagem e distribuição de nosso informativo. Através destas conversas, chamamos para as nossas atividades, como manifestações e assembleias, ressaltando a necessidade de luta para a conquista e garantia de direitos.

Como denúncia do DECRETO DA MALDADE, também colocamos três outdoors espalhados pelo município, chamando a atenção para as graves violações sofridas pela categoria.

Quem trabalha pela cidade não aceita mais maldade. Venha junto conosco. Só a luta muda a vida!