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Infoserv | Retrospectiva 2019: resistência em meio ao retrocesso

Não foi um ano fácil, como era de se esperar. A avalanche de retirada de direitos segue com tudo. Depois de aprovar a Reforma da Previdência, que dificulta o acesso e rebaixa o valor das aposentadorias, o governo federal quer atacar até os desempregados. É surreal a iniciativa de taxar em 7,5% o seguro-desemprego, mas expressa bem a mentalidade desse governo. É um Robin Hood às avessas, que tira dos pobres para dar aos ricos.

Eles também já deixaram claro que pretendem quebrar ao meio o sindicalismo com uma nova reforma que vem por aí. E, para tornar o cenário mais sombrio, nos últimos dias, o ministro banqueiro Paulo Guedes ameaçou aplicar novo AI-5 no Brasil. Ou seja, defendem abertamente uma nova ditadura militar, sem direito à oposição, sem direitos civis e políticos. Sem greves, sem sindicatos.

A volta dessa ameaça, que já foi dita pelo próprio presidente e seus filhos em outros momentos, tem uma explicação. Nossos vizinhos de Chile, Equador e Colômbia estão nas ruas dando um recado claro muito claro a seus governos: basta de neoliberalismo, basta de Estado mínimo, basta de desigualdade social! Guedes, Bolsonaro e sua turma sabem que, se continuarem destruindo os direitos do povo, a revolta vai vir com tudo, cedo ou tarde.

Como o governo federal implanta essa onda de retirada de direitos e, ainda por cima, não tem agenda nenhuma para animar a economia, as dificuldades chegam rápido às cidades. No nosso caso, em Vinhedo, a prefeitura segue a linha de valorização zero, tendo como justificativa sempre o cenário econômico. É claro que, se o governo tivesse uma linha de valorizar os servidores e o serviço público, haveria alternativas. Mas não é o caso. Cabe a nós a resistir.

Nesta retrospectiva, destacamos algumas das lutas de 2019, com ênfase na Campanha Salarial, que alcançou reposição integral e avançou em cláusulas sociais. No segundo semestre, o que mais movimentou o sindicato foi a questão do estatuto. Realizamos formações, estudamos o tema e conseguimos evitar um processo atropelado. E, claro, a luta das/os auxiliares de educação infantil por valorização.

Agora, é descansar, aproveitar a cesta de Natal do SSPV e se preparar para 2020.

Veja a retrospectiva:

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Abono de Natal garantido

A prefeitura de Vinhedo confirmou que teremos abono de Natal neste ano. Os valores serão os mesmos do ano passado: R$ 300 para quem recebe salários de até R$ 2 mil e R$ 200 para quem tem rendimentos maiores. Ainda que esteja abaixo do esperado, é uma conquista que deve ser celebrada.

Vale lembrar que, em 2018, foi toda uma luta para garantir o abono para a categoria. Neste ano, o SSPV se antecipou e o resultado veio agora com a confirmação da prefeitura. Sem luta e reivindicação, não teríamos nada nem ano e passado nem agora.

Além do abono, os servidores sindicalizados têm direito à cesta de Natal do SSPV. Não esqueça de vir buscar!

Quem luta conquista!

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DIANTE DA NEGATIVA DO PREFEITO, AUXILIARES VÃO PARALISAR NOVAMENTE

Em reunião na última sexta-feira (22/11), o governo informou que não vai atender as reivindicações das/os auxiliares de educação infantil. Querem que as/os auxiliares sigam trabalhando como professores, mas recebendo como quadro de apoio. A prefeitura sequer apresentou qualquer proposta de valorização para a categoria e fechou as portas para a negociação.

A reação da categoria não poderia ser outra a não ser a convocação de novas paralisações. O movimento já mostrou que tem ampla adesão na base e respaldo na população. Não vamos recuar. Nesta quinta (28/11) e sexta-feira (29/11), não vai ter atendimento nas creches. É PARALISAÇÃO, na defesa dos nossos direitos e da qualidade da educação infantil de Vinhedo!

Sabíamos desde o início que a luta seria difícil. Enfrentamos uma prefeitura que dá calote nos direitos dos servidores e não se preocupa com a valorização. A postura da última reunião faz parte do protocolo habitual do governo. Não é hora de desanimar! A mobilização desta semana deve mostrar que a categoria segue unida na luta por valorização, que é justa e necessária.

Valoriza, Jaime!

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Consciência Negra

Ao contrário do que diz Bolsonaro, o Brasil tem sim uma dívida histórica com o povo negro. E o dia 20 de novembro é um momento para pensarmos sobre isso.

Foram mais de 300 anos de escravidão. Cerca de 12,5 milhões de africanos embarcaram em navios negreiros rumo às Américas para servirem de mão de obra escrava e passar por todo tipo de humilhação, maus tratos e sofrimento. Destas 12,5 milhões de pessoas, quase 5 milhões (40%) tiveram como destino o Brasil. As bases de nossa economia foram assentadas sobre o trabalho desses africanos brutalmente escravizadas. Ciclos do pau-brasil, cana-de-açúcar, ouro e diamantes, tabaco, algodão, pecuária, café… Tudo foi construído por mão de obra escrava.

E, desde 1888, apenas 130 anos atrás, quando a abolição foi promulgada, o que fizemos enquanto nação para reparar essa história que não podemos ignorar?

Na verdade, quase nada. As populações africanas, quando terminada a escravidão, foram marginalizadas e, por isso, o racismo brasileiro é tão presente até hoje. Apesar de fazer parte de mais de 50% da população, os afro-brasileiros representam apenas 20% do PIB. O desemprego é 50% superior ao restante da sociedade, a renda é metade da população branca e as taxas de analfabetismo são duas vezes superiores ao restante da população. Isso sem falar em no preconceito e violência cotidianos.

Por tudo isso, o movimento negro brasileiro passou a comemorar, na década de 1960, o 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra. A data marca a morte de um dos maiores lutadores do povo brasileiro: Zumbi dos Palmares. É uma forma de valorização da comunidade negra e da sua contribuição na história do país. Hoje, a data é oficializada pela lei nº 12.519/2011 e é feriado municipal em mais de mil cidades e estadual em Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro.

O 20 de Novembro celebra a luta do povo negro. Mas também convida a toda a população a pensarem seu papel no combate do racismo. Como diz a pensadora Angela Davis (e também disse o jogador Taison, esses dias), “numa sociedade racista, não basta não ser racista, é necessário ser antirrascista”.

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Mães, pais e responsáveis, estamos juntos na luta pela valorização da educação infantil!

A essa altura do campeonato, vocês já devem ter percebido nossa luta: a luta das/os auxiliares de educação infantil. Tivemos um dia de atraso de jornada e outro de paralisação, além de manifestações de rua e do indicativo de greve. Tudo isso para conseguir uma simples reunião com o prefeito. Infelizmente, é só assim que ele nos atende. Tanto é que só fomos recebidos na última quinta-feira (07/11). Nesta reunião, o governo não apresentou nenhuma proposta para a categoria. Só enrolou. Mas, em respeito a vocês, decidimos cancelar a greve que tínhamos agendada.

Uma nova reunião com a Administração está marcada para dia 22/11. Até lá, esperamos que a prefeitura formule uma proposta. No mesmo dia, vamos avaliar o que for discutido e apresentado.

O que reivindicamos pode ser resumido em uma palavra: valorização. Somos uma categoria injustiçada, que faz serviços que não são remunerados pela prefeitura. No papel e nos salários, somos “quadro de apoio” dos professores. Mas, na prática, atuamos como educadores/as da primeira infância. A prefeitura nos remunera muito abaixo do que deveria. Ganhamos cerca de R$ 1.700 por mês, menos da metade do que recebem, em média, nossas companheiras professoras. É justo? Quem é que gosta de trabalhar sem receber?

Não há boa educação sem bons educadores. E não há bons educadores se não são valorizados. A prefeitura precisa começar a dar o devido valor a esses profissionais, que dão duro todos os dias para cuidar e educar as crianças de Vinhedo. Nossa luta é pela valorização da educação infantil!

Contamos com o apoio de vocês!

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AUXILIARES DE EDUCAÇÃO INFANTIL, ATENÇÃO PARA AS PRÓXIMAS ASSEMBLEIAS: 11/11 e 22/11!

Depois da reunião de ontem (07/11) com a prefeitura, o movimento decidiu convocar DUAS ASSEMBLEIAS para os próximos dias.

☝️ A primeira vai ser já na segunda-feira (11/11), com o objetivo de avaliar os últimos passos e preparar atividades de mobilização e diálogo com a população.

✌️ Como em 22/11 está marcada uma nova reunião com a prefeitura, quando o governo deve apresentar uma proposta concreta, deixamos marcada uma outra assembleia para este mesmo dia. Vamos analisar os possíveis projetos do executivo e decidir os rumos da nossa luta.

📍 Ambas assembleias serão na sede do SSPV, a partir das 18h.

A participação em peso da categoria nas assembleias deve continuar! Mais do que nunca, o momento é de unidade e mobilização!

VALORIZA, JAIME! SÓ A LUTA MUDA A VIDA!

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A MOBILIZAÇÃO ABRIU AS PORTAS PARA O DIÁLOGO. AGORA FALTA UMA PROPOSTA CONCRETA DO PREFEITO!

Depois de ignorar as/os auxiliares de educação infantil por meses, o governo municipal finalmente recebeu representantes da categoria e do SPPV, acompanhados das assessorias jurídicas, na manhã desta quinta-feira (07/11). O prefeito Jaime Cruz sentiu a pressão da eminência de greve, que aconteceria caso as portas do diálogo continuassem fechadas. Isso significa que a reunião de hoje é uma vitória, que só foi possível graças à unidade e disposição de luta das/os auxiliares. O atraso de jornada e a paralisação, com grande adesão e respaldo da população de Vinhedo, foram fundamentais, assim como a decisão da última assembleia de pressionar a abertura do diálogo com um indicativo de greve.

A reunião de hoje não avançou na direção de propostas concretas para valorizar as/os auxiliares. Mas um novo encontro já foi marcado para o dia 22/11. Até lá, esperamos que o governo municipal estude a situação a fundo, reconheça a ilegalidade de manter auxiliares na função de professores (sem reconhecimento e sem valorização) e formule uma proposta concreta para ser apresentada na reunião.

Enquanto isso, a mobilização não vai parar. Ao contrário, só vai crescer! Na próxima segunda-feira (11/11), temos ASSEMBLEIA, às 18h, na sede do SSPV, para debater as próximas ações do movimento até a véspera da reunião com a prefeitura. Vamos preparar uma jornada intensa de diálogo com mães e pais. Temos certeza que a maioria está ao lado das/os trabalhadoras/es das creches.

E, no mesmo dia da reunião (22/11), temos NOVA ASSEMBLEIA para avaliar a proposta do governo municipal. Se não houver nada de concreto, todas as cartas voltam para a mesa. Serão duas semanas de agenda cheia, que podem significar um passo enorme na luta histórica pela valorização da categoria.

VALORIZA, JAIME! SÓ A LUTA MUDA A VIDA!

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Dialoga, Jaime!

As/os auxiliares de educação infantil estão fazendo história. Na noite de ontem, mais um capítulo foi escrito. Em assembleia na sede do SSPV, a categoria decidiu por GREVE a partir do dia 12/11, CASO o prefeito Jaime Cruz continue com a porta fechada para o diálogo.

Vale lembrar que o movimento vem em busca de uma conversa há meses. Diante do descaso do governo, primeiro foi realizado o atraso de jornada. Depois, a paralisação. Ambas atividades tiveram altíssima adesão da categoria e ótimo diálogo com mães e pais.

Agora, damos mais um aviso ao prefeito. Ele tem 10 dias. Queremos o diálogo para tratar da nossa valorização e incorporação ao quadro do magistério. As/os auxiliares trabalham como professoras/es, mas recebem como quadro de apoio. É uma injustiça que precisa ser corrigida.

Dialoga, Jaime!

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Está esperando o quê para retirar seu ingresso da Festa dos Servidores?!

Sindicalizados não pagam nada e dependentes têm desconto para curtir a festa no Parque Municipal

Dia 28 de outubro é o nosso dia: o dia daqueles que ralam para atender a população e fazer o serviço público de Vinhedo funcionar. É o dia dos servidores públicos.

Como o feriado cai em uma segunda-feira, a tradicional festa dos servidores de Vinhedo, que está de volta neste ano, vai ser realizada no domingo, dia 27 de outubro. Será no Parque Municipal, a partir das 11h, com uma programação voltada para toda a família: churrasco à vontade, música ao vivo e brinquedos para as crianças, além de sorteios surpresas.Também haverá cerveja à venda.

Apesar das dificuldades e do cotidiano puxado, precisamos cantar, dançar, curtir e confraternizar com a família, amigos e colegas de trabalho. Esse é o espírito da festa. Você está esperando o quê para retirar seus ingressos?

 

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Ataque à vista: governo e legislativo preparam reforma sindical que pode asfixiar entidades

Enquanto isso, Reforma da Previdência, que rebaixa valor e dificulta acesso à aposentadoria para milhões de trabalhadores e trabalhadoras, está prestes a ser aprovada no Senado Federal

O governo ultraliberal de Jair Bolsonaro já anunciou que prepara mais um golpe contra a classe trabalhadora brasileira.

Como se não bastassem a destruição da Previdência Social e os ataques à Educação, Ciência e Meio Ambiente, além de toda a agenda anterior de Michel Temer (terceirização irrestrita, congelamento dos investimentos públicos por 20 anos e reforma trabalhista), agora Bolsonaro quer apunhalar as entidades sindicais.

O projeto de “reforma sindical” do governo federal pretende acabar com a unicidade, instalando o chamado “pluralismo”, entre outras mudanças. Na prática, poderiam ser criados sindicatos por empresa, o que os tornaria muito mais frágeis diante dos patrões e promoveria a desarticulação do movimento sindical.

O fim da unicidade também significaria que, por exemplo, poderiam ser criados mais de um sindicato para representar os servidores de Vinhedo. E a própria categoria “servidor municipal” poderia ser dividida em dezenas, conforme cargo ou lotação.

Outra mudança prevista é a restrição dos efeitos da negociação coletiva aos trabalhadores associados. Hoje, independentemente de filiação, todos são beneficiados pelo Acordo Coletivo de Trabalho.

Além da proposta do governo, o Congresso Nacional prepara versões alternativas de reforma sindical. As centrais também estão discutindo o tema. Neste momento, a unidade para defender as entidades sindicais é o principal caminho da resistência.