A direção do Sindicato se reuniu com o governo municipal, nesta quarta-feira (26), para exigir que os direitos dos servidores sejam respeitados. Foram quatro pontos principais: transferências arbitrárias, café da manhã (pãozinho), pagamento das progressões (biênio e quinquênio) e vale-alimentação (BIQ) dos inativos. Os novos secretários Adriano Corazzari (Administração), Adriano de Souza (Governo) e Matheus Galbes (Negócios Jurídicos) representaram o executivo municipal.
Transferências arbitrárias
A direção do SSPV (representada por Donizete Vicente, Débora Lopes, Noemia Manfredi e Mauricio Sanches) relatou a reclamação recorrente de servidores que são transferidos de seus locais de trabalho arbitrariamente, desrespeitando a cláusula 20ª do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Há casos de transferências repentinas, e até de desvio de função, frequentemente relacionadas a assédio moral e perseguição política.
Conforme o ACT, o servidor deve ser avisado com antecedência e a prefeitura deve justificar formalmente a “relevância pública” da transferência. Além disso, o acordo registra que “a transferência de posto de trabalho observará preferencialmente os locais próximos da residência do servidor, salvo em caso de justificado interesse público”. Quanto ao desvio de função, é uma prática expressamente proibida pela legislação.
Os secretários se comprometeram a cumprir o acordo. Vamos acompanhar de perto. Caso você seja vítima dessa prática, denuncie. Venha ao sindicato e converse com a direção e assessoria jurídica.
Café da manhã
Segundo o secretário de Negócios Jurídicos, a volta do fornecimento de café da manhã para os servidores depende apenas de pendências no processo de licitação. A direção do SSPV reforçou que os servidores estão sem o benefício desde abril e que já passou tempo suficiente para regularização.
Biênio e quinquênio
Os diretores do Sindicato cobraram explicações sobre o não pagamento de duas progressões de biênio para o magistério e de um quinquênio para os demais servidores. A justificativa do governo, antes da troca de secretários, era a não realização das avaliações de desempenho. Isso não faz sentido, é claro, já que a responsabilidade de promover as avaliações é da própria prefeitura e o servidor não pode ser penalizado por omissões (intencionais ou não) do executivo. São direitos garantidos nas leis 110/2011 e 111/2011. O Sindicato, inclusive, já entrou com processo na Justiça pelo pagamento retroativo.
Os representantes da prefeitura afirmaram que levarão à demanda ao prefeito para buscar uma solução.
Vale-alimentação dos inativos
Com a revogação do Decreto da Maldade, o pagamento do BIQ para inativos e pensionistas com vínculo de trabalho deveria ter sido retomado. Conforme a lei 112/2011 (cargos e salários), servidores afastados também têm direito ao benefício.
Cobrança será contínua
O SSPV avalia que, até o momento, a reestruturação administrativa, com a troca de secretários, foi benéfica para o diálogo entre servidores e governo. Entretanto, sem pressão, os direitos não saem do papel. A cobrança será contínua. Esperamos uma mudança de atitude na prática. Todos os quatro pontos são direitos garantidos em lei. Há meses estamos dizendo: quem trabalha pela cidade não aceita mais maldade. E esse lema continua. Nem maldade, nem calote, os servidores exigem seus direitos.


A MP abre caminho para a privatização do saneamento público, porque desestrutura o chamado “subsídio cruzado”, que possibilita que municípios com menos recursos tenham acesso aos serviços. Com a MP, “o Governo Federal vai romper a lógica da prestação de serviço regionalizada, onde as operadoras vão brigar pelos municípios rentáveis, ou seja, para o ‘filé’ haverá operadoras interessadas e o ‘osso’ ficará com o estado”, denuncia o manifesto das associações.
O processo de cassação de Jaime Cruz (PSDB) segue indefinido. Mas, no início de setembro, o prefeito começou a se mexer. Anunciou a “Nova Estrutura Administrativa da Prefeitura”, com redução de 16 para 12 secretarias, até o momento. É uma antiga promessa, que pode acalmar os ânimos e recompor sua base na Câmara.
Em dezembro de 2017, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para educação infantil e fundamental foi aprovada pelo governo golpista de Michel Temer (MDB). Apesar de não ter as aberrações da “deforma” do ensino médio, o documento também não foi comemorado pelas instituições que defendem uma educação pública democrática. Como as cidades têm até final de 2019 para elaborar seus currículos conforme a BNCC, os/as professores/as de Vinhedo têm de se preparar para as discussões a nível municipal desde já.
Caiu mais um secretário do governo Jaime Cruz (PSDB) nesta semana. Desta vez foi Gustavo Mattos, da Administração. Antes dele, já haviam pulado do barco os secretários de Transportes e Defesa Social, de Negócios Jurídicos, de Serviços Municipais. A debandada (voluntária ou não) é resultado do furacão em que está metido o governo tucano: denúncias de corrupção, processo de impeachment (comissão processante) e uma série de maldades com a cidade e os servidores municipais nos últimos meses.