Hoje, 17 de maio, é uma data de luta: o Dia Internacional Contra a LGBTfobia. Nesta mesma data, há 35 anos, após pressão por parte dos movimentos, a Organização Mundial de Saúde (OMS), retirou a homossexualidade do rol de doenças da Classificação Internacional de doenças (CID). A partir desse dia, a data virou um marco para a comunidade LGBTQIAPN+ e na sua luta por direitos.
Apesar dos avanços conquistados pela comunidade, as estatísticas sobre a violência contra a população LGBTQIAPN+ segue sendo urgente. Em 2024, o Brasil foi pelo 16º ano consecutivo, o país que mais mata pessoas trans e travesti no mundo. Além disso, no mesmo ano foram registradas 291 mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+, um aumento de 13,2% em relação a 2023. Isso significa que a cada 30 horas uma pessoa LGBTQIAPN+, foi morta apenas por ser ela mesma.
O aumento da violência contra pessoas LGBTQIAPN+ está diretamente ligado ao avanço da extrema direita e o neofascismo, que praticam uma política de extermínio, ódio, o preconceito e a intolerância. Como ocorre nos EUA, com a política autoritária de Donald Trump, que tem perseguido a comunidade LGBTQIAPN+ não só em discursos, mas em diversas ações do governo contra o que é diferente. No Brasil, em 2023, a extrema direita preparou mais um ataque, colocando em pauta um projeto que proibia a união homoafetiva no Brasil.
Lutar contra a LGBTfobia é nosso dever, e uma forma de resistir e combater o avanço do autoritarismo e da intolerância. Nosso compromisso é com a luta pela vida, pelo amor, pela liberdade e pelos direitos de todas, todos e todes. Viva a diversidade! Só a luta muda a vida!