Hoje, 4 de maio, celebramos o Dia de Luta dos Trabalhadores da Cultura, data criada para promover a valorização e reconhecimento dos trabalhadores, evidenciando suas contribuições para a construção da memória, identidade, política e econômica do Brasil. O dia 4 de maio foi escolhido em homenagem a três grandes artistas brasileiros que infelizmente morreram na mesma data: Aldir Blanc (2020), Flávio Migliaccio (2020) e Paulo Gustavo (2021).
A data foi oficializada pela Lei nº 14.648/2023, sancionada pelo presidente Lula, a partir do Projeto de Lei 1732/21, de iniciativa da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP). Além de instituir a data, o projeto de lei prevê a realização de atividades, eventos e campanhas que fomentem a cultura em nosso país.
A cultura, em todas as suas formas e expressões, tem o papel crucial de contribuir para a preservação da história de um povo, compartilhar seus saberes e construção de uma identidade. Além disso, ela é fundamental no processo de formação de senso crítico e emancipação da classe trabalhadora.
Por tudo isso, em momentos de ascensão da extrema direita, a cultura e seus trabalhadores e trabalhadoras são duramente atacados. Durante os 21 anos de Ditadura militar no Brasil, esses trabalhadores foram sistematicamente reprimidos, com censura e todo tipo de violência. O ex-presidente e seus comparsas sempre atacaram publicamente artistas e leis de incentivo à cultura e uma das primeiras ações do seu governo foi acabar com o Ministério da Cultura, visando enfraquecer a cultura e seus trabalhadores.
Precisamos lembrar que a cultura é um direito de todos, e defendê-la é um ato de resistência, pois ela é um instrumento fundamental para a construção de uma nova sociedade, que seja livre, plural e democrática. Seguimos lutando pela criação e fortalecimento de políticas públicas que garantam o acesso à cultura e valorize os trabalhadores da área.
VIVA A CULTURA BRASILEIRA! SÓ A LUTA MUDA A VIDA!